A IGREJA ADVENTISTA E A PÁSCOA: UM ALERTA NECESSÁRIO – A chamada Semana Santa surgiu por volta do século IV dentro da Igreja Católica, como uma forma de relembrar os acontecimentos que antecederam a crucificação de Jesus Cristo. Ao longo dos séculos, essa prática se consolidou e se tornou uma das celebrações mais importantes do cristianismo tradicional. Durante esse período, os cristãos recordam a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, sua última ceia, seu sofrimento, morte e, por fim, sua ressurreição.
*Publicado por Júlio César Prado
Entre as principais tradições da Semana Santa estão o Domingo de Ramos, a Quinta-feira Santa (lembrando a última ceia), a Sexta-feira da Paixão (crucificação), o Sábado de Aleluia e o Domingo de Páscoa (ressurreição). Essas celebrações são marcadas por procissões, jejuns, encenações e cultos especiais.
Entretanto, é importante refletir que Satanás é descrito nas Escrituras como inteligente e astuto, capaz de enganar multidões. Dentro dessa visão, argumenta-se que a mesma Igreja Católica que institucionalizou a Semana Santa está ligada ao sistema religioso e político que levou Cristo à cruz do Calvário. Assim, segundo essa perspectiva, a criação dessa celebração teria servido como forma de encobrir responsabilidades históricas e, ao mesmo tempo, atrair multidões por meio de rituais religiosos.
Outro ponto frequentemente levantado é o ensino de que Apóstolo Pedro teria sido o primeiro papa. No entanto, Pedro nunca ocupou tal posição. Segundo a tradição, ele foi morto em Roma, crucificado de cabeça para baixo, o que levantaria questionamentos sobre como poderia ter exercido um papado institucional nos moldes ensinados posteriormente.
Ao examinar a Bíblia, notamos que não existe qualquer menção à Semana Santa ou à chamada Sexta-feira da Paixão. Pelo contrário, o único dia explicitamente santificado nas Escrituras é o sábado, separado por Deus desde a criação como dia de descanso, adoração e comunhão. Ainda assim, historicamente, a Igreja Católica promoveu a mudança da observância do sábado para o domingo, o que é visto por alguns como uma alteração da lei divina.
Dentro dessa interpretação todas as igrejas que adotam ou celebram a Semana Santa acabam participando simbolicamente do “vinho de Babilônia”. Na linguagem bíblica, o “vinho” é entendido como doutrinas falsas ou ensinamentos que se afastam da verdade original das Escrituras.
Também o chamado Domingo de Ramos não é bíblico, e que a própria palavra “domingo” não aparece na Bíblia. Para esses intérpretes, isso reforça a ideia de que tais tradições são de origem humana e não divina.
Há ainda críticas direcionadas a diversas denominações protestantes, incluindo setores da liderança da Igreja Adventista do Sétimo Dia, acusadas de seguir práticas herdadas do catolicismo durante esse período. Segundo essa visão, a igreja adventista jamais deveria participar da Semana Santa, pois isso representaria uma contradição com sua missão original. Elementos como o uso de símbolos, celebrações de Páscoa no domingo e até a presença de certos adornos são vistos como desvios.
A crença central defendida aqui é que Deus santificou um dia específico — o sábado — e não uma semana inteira. Esse dia, segundo a Bíblia, deve ser separado para adoração, oração e comunhão com o Criador.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia é entendida como um movimento que surgiu com o propósito de restaurar verdades bíblicas que teriam sido obscurecidas ao longo de aproximadamente 1.260 anos de história. Entre essas verdades estaria justamente a observância do sábado. Por isso, argumenta-se que a igreja deve manter-se distinta das demais denominações, evitando práticas consideradas não bíblicas.
Dentro dessa linha de pensamento, datas como Páscoa e Natal não deveriam ser celebradas, pois são vistas como tradições de origem não bíblica — incluindo a ideia de que Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Assim, defende-se que a igreja deve permanecer fiel exclusivamente ao que está claramente estabelecido nas Escrituras, sem incorporar tradições humanas.
Em resumo, essa perspectiva sustenta que a verdadeira adoração deve estar fundamentada unicamente na Palavra de Deus, e não em tradições desenvolvidas ao longo da história.
UM ALERTA NECESSÁRIO
Na celebração da Páscoa, é importante refletir seriamente sobre as práticas que estão sendo adotadas dentro da igreja. Observa-se que, em muitos lugares, a Igreja Adventista tem seguido tradições que tiveram origem na Igreja Católica, incorporando símbolos e costumes que não possuem fundamento bíblico claro.
Em algumas igrejas adventistas, por exemplo, tem-se visto o uso da cruz nos púlpitos, adornada com um lençol amarrado e, em certos casos, até mesmo com a letra “M”, tradicionalmente associada a Maria. Esse tipo de simbologia levanta um questionamento importante: estaria a igreja, ainda que de forma sutil, absorvendo elementos que fazem parte de uma tradição que não condiz com os princípios originais da fé bíblica?
É fundamental lembrar que a cruz, embora hoje seja amplamente vista como um símbolo religioso, foi originalmente um instrumento de morte utilizado pelo Império Romano. Foi nela que Cristo foi crucificado, em um ato de extrema violência e humilhação. Transformar esse instrumento em objeto de veneração ou destaque dentro do culto pode desviar o foco do verdadeiro significado do sacrifício de Cristo, que deve estar centrado na redenção e não no objeto da execução.
A igreja jamais deveria adotar símbolos ou práticas que tenham raízes em tradições consideradas pagãs ou que estejam ligadas a sistemas religiosos que se afastaram da simplicidade do evangelho. A identidade do povo de Deus deve ser preservada com zelo, baseada unicamente nas Escrituras.
Além disso, é válido considerar que a realização de uma “semana especial” de culto não precisa necessariamente coincidir com datas estabelecidas por outras tradições religiosas. A igreja poderia, com liberdade e fidelidade aos seus princípios, escolher outro período para promover uma semana de oração, sem associação com celebrações que têm origens questionáveis.
Há um princípio espiritual importante envolvido nisso tudo: quando igrejas começam a adotar práticas e costumes que não são fundamentados na Palavra, correm o risco de se misturar com sistemas que a própria Bíblia adverte. A expressão simbólica de “beber o vinho de Roma” representa exatamente essa assimilação de doutrinas e práticas que não procedem da verdade bíblica.
Diante disso, é necessário vigilância espiritual. A fidelidade a Deus exige discernimento, coragem e compromisso com a verdade. A igreja deve permanecer firme em seus princípios, evitando qualquer influência que possa comprometer sua missão e sua identidade.
Segundo essa linha de pensamento, Satanás se alegra quando vê o povo de Deus se afastando, ainda que gradualmente, da pureza da verdade, adotando costumes que confundem e enfraquecem a fé.
Portanto, mais do que nunca, é tempo de reflexão, reforma e retorno sincero às bases bíblicas. A igreja é chamada a ser diferente, a ser luz — não a seguir tradições humanas, mas a permanecer fiel à Palavra de Deus acima de todas as coisas (Foto: Divulgação).
*O autor, Júlio César Prado é jornalista.
Perigo de celebrar a páscoa católica na IASD
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