O INIMIGO NÚMERO UM DO VATICANO – Um dia Emiliano Fittipaldi recebeu uma estranha carta com uma lista de propriedades imobiliárias da Igreja em Londres, Paris e Roma avaliadas em 4 bilhões de euros (17 bilhões de reais). Investigou a fundo e conseguiu fazer várias fontes denunciarem um bom número de negócios obscuros da cúria vaticana. Revelou tudo em suas reportagens publicadas pelo semanário L’Espresso e agora em Avarizia (Avareza), um livro que revela os segredos da Igreja e que poderia lhe render oito anos de prisão por causa de um processo aberto contra ele.
*Publicado por Júlio César Prado


Criada para receber doações para crianças carentes, a Fundação Bambin Gesu pagou 200 mil euros na reforma da casa do cardeal Tarcisio Bertone – e ele é apenas um entre dezenas de clérigos que vivem em mansões de quatrocentos, seiscentos metros quadrados. Enquanto isso, outra instituição do Vaticano, o Instituto para as Obras de Religião, que guarda dezenas de milhões em fundos beneficentes, concedeu a obras missionárias míseros 17 mil euros em 2015.


Os escândalos proliferam até nas iniciativas da Cúria Romana para regularizar suas contas. Em meros seis meses, o cardeal escolhido para normalizar as finanças da igreja, George Pell, queimou meio milhão de euros em gastos pessoais. Já a empresa de auditoria convocada pelo Vaticano para controlar seus gastos teve de pagar multa de 15 milhões por maquiar relatórios de um banco inglês.


Essas são apenas algumas das histórias reveladas por Emiliano Fittipaldi no livro Avareza. Com base em documentos inéditos e fontes de dentro da Cúria, o autor faz um retrato singular do Vaticano que em um momento crucial, em que um papa chamado Francisco testa a força e a resistência do pecado mortal que cresceu como parasita nas entranhas da igreja.
Emiliano Fittipaldi (Nápoles, 1974) é um dos jornalistas investigativos mais rigorosos e polêmicos da Itália. Seu livro, juntamente com Via Crucis, de Gianluigi Nuzzi receberam uma avalanche internacional de apoios. Ele se defendeu das acusações e decidiu enfrentar o risco da condenação. “Não posso permitir que fabriquem mentiras sobre mim sem as rebater”. Não compreende a ira do papa Francisco contra ele. Mas recentemente Fittipaldi foi absolvido da condenação.


Os papas construíram ao longo dos séculos o maior império do mundo em riquezas, propriedades e influência. Os papas têm reivindicado o domínio sobre o mundo inteiro. A bula papal do Papa Gregório XI de 1372 (In Coena Domini) reivindicou o domínio papal sobre todo o mundo cristão, secular e religioso, e excomungou todos os que falharam em obedecer os papas e pagar taxas. In Coena foi confirmada por subsequentes papas e em 1568 o Papa Pio V jurou que ela deveria permanecer como uma lei eterna.


O papa vive na luxúria com muitos servos num enorme palácio na Cidade do Vaticano enquanto Jesus, quando esteve aqui na terra, “não tinha onde reclinar a cabeça” (Mateus 8:20). Jesus disse que o seu reino não era desse mundo, mas os papas construíram um verdadeiro império de riquezas nesta terra.


O Papa Inocêncio III (1198-1298) aboliu o senado romano e colocou a administração da cidade de Roma diretamente sob o seu comando. O senado romano que tinha governado a cidade no tempo dos Césares tinha sido conhecido como a Cúria Romana, e de acordo com o Dicionário Católico de Bolso, esse nome agora se aplica a todos os escritórios administrativos e judiciais através dos quais o papa dirige as operações da Igreja Católica. Embaixadores dos maiores países vem ao Vaticano, inclusive dos Estados Unidos, não somente por uma mera cortesia mas porque o papa é hoje o mais poderoso soberano da terra.


A Igreja Católica já gastou mais de 900 milhões de dólares em corte só nos Estados Unidos. No mais notável caso, o da diocese de Boston, o Cardeal Bernard Law, que foi achado culpado de pedofilia, em vez de ser preso, foi enviado de volta para o Vaticano onde lhe foi dado um confortável trabalho e participou ativamente no funeral do Papa João Paulo II dirigindo uma das missas e também fez parte do conclave que elegeu o Papa Bento XVI. Este caso ilustra muito bem o que o papado pensa sobre moralidade, homossexualismo e pedofilia.


Séculos antes de João escrever o Apocalipse, a antiga cidade de Babilônia tinha sido completamente destruída e nunca mais reconstruída. Por muitos séculos ela jaz em ruínas, mas a mulher de Apocalipse 17 surgiu para revitalizar os ensinos dessa antiga Babilônia e introduzi-los no cristianismo. O contraste entre a mulher de Apocalipse 12:1 e a prostituta de Apocalipse 17:1 é tão chocante que a profecia chama de: Mistério… a grande Babilônia.
As pretensões históricas dos papas e dos concílios católicos romanos ainda são considerados oficiais. O papa Leão XIII escreveu em 20 de junho de 1894: “Nós (o papa) ocupamos na terra o lugar do Deus Onipotente” (The Great Encyclical Letters of Pope Leo XIII, Nova Iorque: Benziger, pág. 304).


Muito da riqueza da Igreja Católica Romana foi conseguida através da confiscação das propriedades das piedosas vítimas da Inquisição papal. Em 680 o Sexto Concílio Geral decretou que a Igreja de Roma deveria desenterrar os corpos dos hereges mortos para que fossem julgados, e então suas propriedades confiscadas. A maior parte da riqueza da igreja romana foi adquirida pela venda da salvação. Incontáveis bilhões de dólares tem sido pagos para a igreja por aqueles que pensam estar comprando o céu para si e para os seus amados.


Enquanto o papado estiver no pleno exercício do poder será simplesmente um instrumento servil nas mãos de Satanás, mas, quando o papado cair, conforme a profecia sugere em Apocalipse 17:16, a besta do abismo surgirá alegando ser o próprio Cristo (Foto: Divulgação).
*Júlio César Prado é jornalista


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