Resumo: historiador católico militante Augustin Fliche (1884-1951) criou uma tese de que o papa Gregório VII (1020-1085) fez uma reforma. O objetivo é demonstrar que o o “catolicismo tem a fórmula correta para renovar a vida social em meio a uma época tão turbulenta (época do historiador)”. A tese trata das disputas com o monarca Henrique IV (1050-1106) do Sacro Império Germânico para ver quem tem poder de nomear bispos. O Papa não aceitava que o imperador se intrometesse na igreja e nomeasse bispos. Mas a tese não se sustenta como uma “reforma de fato” porque o Papa pediu que se ignorasse a lei canônica em 3 casos relatados:
1- O cardeal Geraldo (1073) foi enviado a gália e depôs o arcebispo de Auch, Guilherme e o bispo de Tarbes, Poncio por violar a lei canônica. Eles possuíam amizade com excomungados, o que era proibido. O Papa reverteu as deposições de Geraldo.
2- Em 1081 os bispos Hugo (1040-1106) de Die e o bispo Amato (- 1086) de Oloron, excomungaram 2 cavaleiros normandos que tinham prestado serviços a igreja e retinham dízimos para si. O Papa ordenou que se “tempere o rigor canônico..para a moderação poupando algumas coisas e ignorando outras”.
3- O rei da Inglaterra Guilherme I (1028-1087) jamais foi repreendido por nomear bispos embora o fizesse sempre. (Provavelmente porque havia conquistado porções de terra para a Inglaterra e para a igreja).
A tese da reforma gregoriana foi criada apenas como precedente de que os Papas devem ser ouvidos sempre que ordem pública se encontrar em risco. E que em tempos de incertezas todo o poder deviam ser entregues aos pontífices.
Fonte: livro Mitos Papais-. Leandro Duarte Rust. 2015 editora vozes.
Observação do blog: dessa maneira o livro O Grande Conflito acerta outra vez. O papado é como um camaleão mudando de ideias conforme seus interesses. E os historiadores católicos mentem para sustentar a primazia do bispo de Roma sobre todas as igrejas e sustentar a ideia que ele deve ser o Rei do mundo.

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