
Fonte: livros lidos resenhados estudados
Terminei de ler “MINHA HISTÓRIA: No contexto do Grande Movimento Adventista, conforme ilustrado pelos Três Anjos de Apocalipse 14, por Tiago White. Do qual destaco as seguintes citações:
- “Eu nasci em Palmyra, no condado de Somerset, Estado do Maine, em 14 de agosto de 1821. Bloomfield, Maine, que fez parte de Skowhagan, foi o local de nascimento de meu pai, o diácono John White […]. Meu pai é um dos descendentes dos Peregrinos que vieram para a América no navio May Flower, que aportou em Plymouth Rock em dezembro de 1620 […]. Sua experiência espiritual de mais de 60 anos foi marcada pela firmeza e pelo zelo, mas ele não se tornou refém da estreiteza de mente e do preconceito que não dá espaço à pesquisa e ao progresso e, tampouco, demonstra amor aos que buscam adorar a Deus em espírito e em verdade” (p. 9-10).
- “Meus pais dizem que eu era uma criança muito debilitada. E, para piorar ainda mais minhas dificuldades e tirar-lhes a esperança de que eu sobrevivesse, eu tive, aos três anos de idade, o que os médicos chamavam de febre de lombrigas, que causava convulsões, as quais entortaram meus olhos e quase destruíram minha visão. Dizem que eu era um menino muito vesgo – não por causas naturais, mas devido a uma enfermidade dos nervos –, fraco, nervoso e parcialmente cego. Estas razões foram suficientes para que eu não pudesse desfrutar das vantagens corriqueiras da escola. E só depois de completar 16 anos, quando minha saúde e força melhoraram muito e os meus olhos se corrigiram, é que eu consegui ler um simples verso bíblico sem que tivesse que descansar meus olhos. Eu lamentava profundamente o fato de ter ficada para trás dos meus colegas de escola. E com a escassez de recursos daqueles tempos, eu não podia fazer muito para compensar os quase dez anos perdidos. Eu cresci rapidamente e, aos 18 anos, fiquei mais alto e mais forte que os demais de mesma idade. Isso contribuiu para o meu constrangimento ao entrar no colégio de Saint Albans, Maine, aos 19 anos de idade. Nessa época, eu era incapaz de resolver um problema com regra de três simples; tampouco podia distinguir um verbo de um advérbio ou adjetivo, além de apresentar deficiência nas demais matérias na escola. Meus amigos me aconselharam a dedicar-me à lavoura em vez de procurar educar-me. Mas eu não podia seguir seus conselhos” (p. 11-12).
- “Aos 15 anos de idade eu me uni à Igreja Cristã através do batismo. Aos 20, porém, eu mergulhara de tal maneira em meus estudos e no magistério que deixei a cruz de lado. Eu nunca desci ao nível do pecado da profanidade, nunca usei tabaco, chá ou café, nem jamais levei um copo de bebida alcoólica aos meus lábios. No entanto, eu amava o mundo mais do que a Cristo e a vida por vir, e logo estava prestando adoração aos meus estudos em vez de ao Deus do Céu […]. Eu considerava o que, comumente, era chamado de millerismo, um fanatismo estravagante, e essa impressão foi confirmada quando escutei um tal James Hall, do Maine, falar sobre o assunto na casa de oração em Palmyra. Mas depois que minha mãe, em cujo discernimento e piedade eu tinha razões para confiar, me falou sobre o assunto com palavras fervorosas, sinceras e solenes, fiquei chocado e perturbado…” (p. 15).
- “Eu não conseguia aceitar as perspectivas que estavam diante de mim, mas não ousava rejeitar o que parecia ser meu dever, e retornar aos livros. Fui convidado para falar na presença de dois jovens pregadores, e tentei pregar. Em 20 minutos, fiquei confuso e embaraçado e me sentei. Eu carecia de resignação e humildade e, por isso, não fui capaz de suportar o peso da responsabilidade. Finalmente, rendi tudo a Cristo e ao Seu evangelho. Só então encontrei paz e liberdade. Não demorou muito e minha mente foi direcionada, de modo especial, para a doutrina do segundo advento, ao ouvir os pastores J. V. Himes e Apollos Hale falarem várias vezes sobre o assunto na cidade de Bangor, Maine. Percebi, então, que esse era um assunto que requeria estudo, e percebi a importância de começar a me preparar, de maneira séria, para ensinar a outros…” (p. 23).
- “O objetivo da profecia é alertar o mundo sobre as coisas que vão acontecer, com tempo hábil para que seja efetuada a preparação necessária e com o propósito de encorajar o povo de Deus, ao este ver que o tempo para o cumprimento pleno de suas esperanças está próximo. Nenhum juízo sobreveio ao mundo sem que fosse antes anunciado; nenhum juízo foi executado sem que as advertências fossem enviadas. E, se com base no modo uniforme com que Deus agiu com a humanidade no passado, podemos julgar o futuro, então podemos concluir que, sobre os eventos que ainda virão a ocorrer, e, acima de tudo, sobre o grande evento com o qual se encerrará o drama da Terra – a vinda do grande dia do Senhor e a vinda do Filho do Homem – algo a ser revelado, e o mundo será fielmente advertido sobre esse evento antes que ele ocorra” (p. 37).
- “Ao voltar da grande reunião campal no leste de Maine, onde ouvi com profundo interesse homens como Miller, Himes e Preble, eu estava feliz por acreditar que Cristo voltaria por volta de 1843. Eu havia deixado tudo de lado para ensinar essa doutrina a outros, e o meu grande objetivo era me preparar para isso. Eu havia comprado um quadro que ilustrava as profecias de Daniel e João, usado por palestrantes naquela época, e tinha uma variedade de considerável de publicações sobre o modo, o objetivo e a data do segundo advento. Com esse quadro pendurado diante de mim, os livros e a Bíblia em minhas mãos, eu passei várias semanas estudando, o que me proporcionou uma clara visão sobre o assunto” (p. 63).
- “Depois da reunião daquela noite, não se ouviu mais o grito irreverente do fanático, nem a fria oração do formalista. Como nos dias dos primeiros apóstolos de Cristo, todos os corações estavam aflitos, e pareciam indagar o que deviam fazer para serem salvos. O trabalho para aquela reunião, desde aquele momento até o encerramento, foi o de apresentar as evidências de que os 2.300 dias proféticos de Daniel terminariam naquele outono, e de que os tipos apontavam o décimo dia do sétimo mês judaico como sendo o momento do segundo advento, e que tínhamos chegado ao ponto em que os que tosquenejavam seriam despertos pelo clamor da meia-noite, na história do segundo advento. A isso foram adicionados sermões práticos e solenes exortações, estabelecendo a necessidade de abandonar o mundo e consagrar tudo ao Senhor. As reuniões foram marcadas por grande solenidade. Os pecados eram confessados com lágrimas, e houve uma entrega geral a Deus, fortes súplicas por perdão e uma disposição para encontrar o Senhor em Sua vinda. E os humildes discípulos não buscaram Seu rosto em vão. Antes de terminarem as reuniões, centenas testemunharam, com lágrimas de felicidade, que haviam buscado e encontrado o Senhor, experimentando as alegrias de ter seus pecados perdoados” (p. 137-137).
- “O décimo dia do sétimo mês do ano judaico de 1844 veio e passou, deixando impressões nas mentes dos crentes que não seriam facilmente apagadas. E, embora um quarto de século tenha se passado desde aquele período memorável, essa obra não perdeu sua atratividade e sua força sobre as mentes dos que dela participaram […]. Os que participaram desse movimento não são os únicos que podem, agora, reviver sua experiência e se banquetear com as inspiradoras realidades do passado que lhes reavivaram a fé. Os que abraçaram a fé e a esperança do advento depois, e os que têm compreendido o significado das três mensagens de Apocalipse 14 – as quais falam de consagração, das bênçãos do passado, da presente obra de preparação e da glória futura – podem voltar conosco ao outono de 1844 e partilhar do reacender da iluminação celestial” (p. 148).
- “Em 1845, o pastor José Bates, então em Fairhaven, Massachusetts, começou a ensinar sobre o sábado bíblico, e, como fruto de seu trabalho, vários em Massachusetts e no Maine abraçaram a doutrina. Ele escreveu e distribuiu gradativamente um pequeno panfleto sobre o assunto. Mediante a leitura deste, eu fiquei convencido sobre a doutrina do sábado e comecei a ensiná-la” (p. 220).
- “Como um povo, tivemos dificuldades para superar, provações para suportar e vitórias para conquistar. Somos oriundos dos metodistas, batistas regulares, batistas do livre arbítrio, batistas do sétimo dia, presbiterianos, congregacionalistas, episcopais, reformistas holandeses, discípulos, cristãos, luteranos, irmãos unidos, católicos, universalistas, mundanos e incrédulos. Nosso povo é composto de americanos nativos, ingleses, galeses, escoceses, irlandeses, franceses, alemães, noruegueses, dinamarqueses, suecos, poloneses e outros. Reunir uma organização composta desses elementos, mais ou menos afetada pelos pontos de vista religiosos e pelas tradições de várias denominações, e com as suas peculiaridades nacionais, tem exigido muita paciência e perseverança. E é pela graça de Deus que somos o que somos. Que o Seu nome seja louvado, pois, em nossos momentos mais obscuros, quando nos humilhamos, Ele sempre correu para o nosso auxílio” (p. 276) – Quer saber mais? Leia o livro! – Pr. Heber Toth Armí.

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