ARTIGO PUBLICADO NOS ESTADOS UNIDOS POR ADVENT MESSENGER
A RESTAURAÇÃO DO PODER PAPAL – “E vi uma de suas cabeças ferida de morte; e a sua ferida mortal foi curada.” (Apocalipse 13:3)
*Por Júlio César Prado
Foi durante as Guerras Napoleônicas que a cabeça papal era “como uma ferida mortal”. A supremacia papal durou 1.260 anos (538-1798). Em 1797, quando o Papa Pio VI ficou gravemente doente, Napoleão Bonaparte deu ordens para que, em caso de sua morte, nenhum sucessor fosse escolhido e que o papado fosse descontinuado, mas o Papa recusou. Em 10 de fevereiro de 1798, o general francês Berthier entrou em Roma e proclamou a república. Roma foi conquistada e o poder papal foi destruído. Em 15 de fevereiro de 1798, o General Berthier informou ao Papa Pio VI e ao povo de Roma que, daqui para frente, o papa “não exerceria mais nenhuma função” (John Adolphus, The History of France, Vol. 2, p. 365).
O idoso papa recusou-se a reconhecer a República e foi levado de prisão em prisão na França até que, atormentado pelo cansaço e pela tristeza, morreu em agosto de 1799 na fortaleza francesa de Valência, aos 82 anos. Em 13 de maio de 1871, o governo italiano retirou os poderes civis do Papa ao abolir o Estado do Vaticano. A profecia bíblica previu o surgimento do papado (538), sua queda (1798) e sua recuperação novamente (1929).
A profecia bíblica previu que o papa sofreria uma ferida mortal, mas que esta ferida um dia seria curada (Apocalipse 13:3). Quando a Itália foi unificada sob a Revolução Garibaldi (1866-1870), a Roma Papal foi privada das suas terras, os Estados Papais, com o Papa servindo como prisioneiro voluntário no Vaticano.
“Não há dúvida de que a Igreja Católica Romana colocou Mussolini no poder. Para garantir o Tratado do Ladrão, o Papa exigiu que os católicos não participassem mais na política (muitos deles eram socialistas que se opunham ativamente a Mussolini e ao seu partido fascista)… O Papa fez declarações públicas tão fortes em apoio a Mussolini: ‘Mussolini é o homem enviado pela Providência”, que os católicos não tinham outra escolha senão apoiar o ditador fascista. Sem essa ajuda, Mussolini não teria sido eleito e a história poderia ter sido muito diferente.” (Dave Hunt, Uma Mulher Monta a Fera, p. 219, 220–221).
Em 11 de fevereiro de 1929, a ferida mortal começou a cicatrizar. Neste dia, Benito Mussolini e Pietro Cardeal Gasparri assinaram o Tratado de Latrão, restaurando parte das terras perdidas e também restaurando o poder temporário do Papa, que recebeu o domínio da Cidade do Vaticano, uma parte da cidade de Roma, medindo cerca de 108,7 acres. O jornal San Francisco Chronicle de 12 de fevereiro de 1929 relatou o evento com a seguinte manchete: “Mussolini e Gasparri assinam pacto romano histórico que cura feridas de muitos anos” (citado em Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, Vol. 9, p. 706).
Como compensação pelos danos causados pela extinção dos Estados Papais em 1870, a Itália pagou à Santa Sé 750 milhões de liras em dinheiro e 1 bilhão de liras em títulos do governo (Dave Hunt, A Woman Rides the Beast, p. 219). Parte destes fundos seria usada para iniciar o Banco do Vaticano, que hoje é famoso pela corrupção financeira.
No entanto, a profecia previu uma restauração muito maior. Descreve a ferida como totalmente curada. Após esta cura, somos informados de que “todos os que habitam sobre a terra”, exceto alguns crentes fiéis, estariam adorando a besta (Apocalipse 13:8). Segundo a profecia, o papado retornará com um poder muito maior do que aquele exercido durante a Idade Média porque envolverá todos os habitantes da terra.
A profecia indica que a religião mundial sob a liderança do Anticristo não será o ateísmo, o hinduísmo, o islamismo, o budismo, ou mesmo a Nova Era. A religião mundial será o Cristianismo, porém, numa forma paganizada, tal como aconteceu nos dias de Constantino e dos seus sucessores, os papas. Esta religião mundial apóstata terá sede em Roma.
Não foi apenas um reavivamento religioso que foi profetizado, mas também um reavivamento da antiga religião do Império Romano – uma teocracia com sede em Roma. A profecia bíblica também torna abundantemente evidente que todo aquele que reconhece o papa como o Vigário de Cristo e se curva diante dele está adorando diretamente Satanás, que deu à besta o seu poder e trono (ver Apocalipse 13:4).
Na foto/Ilustração, o histórico diálogo entre Pio XI e Mussolini.
*Júlio César Prado é jornalista


COMENTÁRIOS
9 de janeiro de 2024 às 6h36
O Anticristo está agora prestes a se tornar uma potência mundial. Muitas nações estão agora a entregar a sua soberania à Roma papal e esta está a ganhar proeminência todos os dias. Se olharmos para a União Europeia, a sua estrutura de governação baseia-se no domínio católico romano. E a maioria dos seus líderes são católicos como Konrad Adeneur, Romano Prodi, Herman Roumpoy e muitos outros. Muitos líderes estão a aprender nas universidades jesuítas para governar o mundo e fazer cumprir a agenda papal. As Nações Unidas são uma instituição católica romana e muitos líderes são treinados em universidades jesuítas como Georgetown e Gregoriana. Até mesmo os secretários-gerais da ONU devem alinhar-se com a agenda papal, é por isso que o Papa de Roma é referido como o papa religioso e o secretário-geral da ONU é conhecido como Papa civil. A agenda 2030 da ONU é fruto da imaginação do papado, que teve a ideia utópica de transformar o mundo num paraíso terrestre onde ninguém possuirá nada, mas todos ficarão felizes, muitas nações têm corrido contra o tempo para garantir que se alinham a este 2030, prazo da agenda. Um sistema de governação mundial único começa agora a tomar forma e o mundo está a ser preparado para a crise final. Muitas crises foram instigadas para alcançar esta agenda, por exemplo, a crise da covid-19, a guerra Rússia-Ucrânia, a guerra Israel-Hamas e outras que virão (Samuel Kimani Njoroge)

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