No dia 21 de abril de 1830, Catarina Labouré entrou para o noviciado das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.

Na noite anterior ao dia da festa de São Vicente, 19 de julho, Catarina ouviu uma voz que a acordava. Assim contou ela:

“Enfim, às onze e meia da noite, ouvi que me chamavam pelo nome: ‘Minha irmã! Minha irmã!’

“Acordando, corro a cortina e vejo um menino de quatro a cinco anos vestido de branco que me diz: ‘Vinde à Capela; a Santíssima Virgem vos espera’.

“Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino que permanecera de pé. Eu o segui, sempre à minha esquerda.

“Por todos os lugares onde passávamos, as luzes estavam acesas, o que me espantava muito.

“Porém, muito mais surpresa fiquei quando entrei na Capela: a porta se abriu mal o menino a tocou com a ponta do dedo.

“E minha surpresa foi ainda mais completa quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite ….

“Por fim, chegou a hora. O menino me preveniu: ‘Eis a Santíssima Virgem: ei-La’.

Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo o que senti. Ela disse: …. ‘Minha filha, o bom Deus quer encarregar-vos de uma missão.

“Tereis muito que sofrer, mas superareis estes sofrimentos pensando que o fareis para a glória do bom Deus … Sereis contraditada, mas tereis a graça; não temais … Sereis inspirada em vossas orações…

“Os tempos são muito maus, calamidades virão precipitar-se sobre a França. O trono será derrubado”.

“O mundo inteiro será transtornado por males de toda ordem. (Ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha um ar muito penalizado).

“Mas vinde ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas… sobre todas as pessoas, grandes pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem…

“O perigo será grande, entretanto não temais, o bom Deus e São Vicente protegerão a comunidade’”.

Segunda aparição:

No dia 27 de novembro de 1830…. vi a Santíssima Virgem, de estatura média, estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora feito à maneira que se chama à la Vierge, afogado, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até em baixo”.

“Nesse momento, olhando para a Santíssima Virgem, dei um salto para junto dEla, pondo-me de joelhos sobre os degraus do altar e com as mãos apoiadas sobre os joelhos da Santíssima Virgem…”

“Nesse momento formou-se um quadro em torno da Santíssima Virgem, um pouco oval, onde havia no alto estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós’, escritas em letras de ouro … Então, uma voz se fez ouvir, que me disse:

Fazei, fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança…

“Nesse instante, o quadro me pareceu se voltar, onde vi o reverso da medalha. Preocupada em saber o que era preciso pôr do lado reverso da medalha, após muitas orações, um dia, na meditação, pareceu-me ouvir uma voz que me dizia: ‘O M e os dois Corações dizem o suficiente’”.

Conclusão: Ninguém quer saber de medalha mas Catarina trabalha….

Não foi fácil fazer a Medalha. Santa Catarina sofreu muitas resistências e oposições para fazer a medalha, aliás como ‘Nossa Senhora’ lhe profetizou.
“Nossa Senhora quer…, Nossa Senhora está descontente…, é preciso cunhar a medalha”, insistia ela.

Em 1832 encomendadas as primeiras 20.000 medalhas. Desde então encheram o mundo de medalhas e a visionária foi nomeada como Santa Catarina Labouré. Mais um objeto pagão e mais uma santa criada com sucesso.

Observação:

E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.
Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras. 2 Coríntios 11:14,15

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