1-O sacerdócio foi, durante muito tempo, a escapatória ideal para os jovens homossexuais. A homossexualidade é uma das chaves de sua vocação. (Dezenas de milhares de padres italianos julgaram sinceramente que a vocação religiosa era a solução para o seu “problema”.

2-A homossexualidade se estende a medida que nos aproximamos dos santos dos santos: cada vez há mais homossexuais quanto mais subimos na hierarquia católica. No Colégio Cardinalício e no Vaticano, o processo preferencial teria tido êxito: a homossexualidade torna-se regra e a heterossexualidade a exceção. (Os cardeais homossexuais privilegiam os prelados com inclinações homossexuais, que, por sua vez, escolhem padres. Os núncios, os embaixadores do papa encarregados da seleção dos bispos, entre os quais a porcentagem de homossexuais atingem recordes, realizam, por sua vez, uma seleção “natural”. Segundo todos os testemunhos que recolhi os padres com inclinações seriam privilegiados, quando essa homossexualidade é percebida. Não é raro que um núncio ou bispo promova um padre que pertence “a paróquia (gay)” porque espera dele um favor qualquer.

3- Quanto mais veemente for um prelado contra os gays, quanto mais forte for sua obsessão homofóbica, maior a probabilidade de este não estar sendo sincero e de a sua veemência esconder algo de nós.

4- O clero homofóbico é com frequência o mais praticante.

6- Por trás da maioria dos abusos sexuais estão padres e bispos que protegeram os agressores em virtude da sua própria a homossexualidade e por medo que esta pudesse ser revelada em caso de escândalo. A cultura do segredo, que era necessária para manter o silêncio sobre a forte predominância da homossexualidade na igreja, permitiu que os abusos sexuais fossem escondidos e que os predadores agissem.

7- Os Cardeais, os bispos e os padres mais gays-friendly (amigáveis aos gays), e aqueles que falam pouco da questão homossexual, em geral são heterossexuais.

8- Na prostituição, em Roma, entre os padres e os acompanhantes pagos árabes reúnem-se duas misérias sexuais: a frustração sexual abissal dos padres católicos encontra um eco na imposição do Islã que torna difícil a um jovem muçulmano a prática de atos heterossexuais fora do matrimônio. “Fomos feitos para nos entender com os padres” diz Mohamed (garoto de programa árabe que trabalha em Roma, com nome fictício para preservar a identidade).

9- Os homossexuais do Vaticano evoluem, em geral, da castidade para a homossexualidade; os homossexuais nunca fazem o caminho inverso; não voltam a ser castos.

10- Os padres e teólogos homossexuais tem uma propensão muito maior para impor o celibato aos padres do que aos seus correligionários heterossexuais. São obstinados e muito decididos a instituir o respeito a essa palavra de ordem de castidade, embora intrinsecamente antinatural.

11- Na sua maioria, os Núncios são homossexuais, mas a sua diplomacia é essencialmente homofóbica. Denunciam o que são. Quanto aos cardeais, aos bispos e aos padres, quanto mais viajam, mais suspeitos são! (Pois usam do tempo livre nas viagens internacionais para frequentar clubes gays, praias gays ou saunas gays).

12- Os rumores transmitidos sobre a homossexualidade de um cardeal ou de um prelado não raro são obra de homossexuais que se encontram no armário e, dessa forma, atacam os seus adversários liberais. São armas essenciais utilizadas no Vaticano pelos gays, contra os gays.

Em construção…..

Observação:  No Armário do Vaticano é uma reportagem investigativa que demorou 4 anos para ficar pronta. No total foram realizadas 1500 entrevistas: 41 cardeais, 52 bispos e monsignori, 45 Núncios apostólicos, secretários da nunciatura ou embaixadores, 11 guardas suíços e mais de 200 padres católicos e seminaristas. Para realizar essa investigação viajei regularmente para Roma me hospedando por lá em média 1 semana por mês, entre 2015 e 2018. Também pude me instalar algumas vezes no interior do Vaticano e fiz pesquisas em 15 cidades italianas. Também realizei minha investigação em mais de 30 países para onde retornei diversas vezes (No Brasil Belém, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio e São Paulo em 2014, 2015, 2016 e 2018). A maior parte das entrevistas foi gravada com total acordo com os interlocutores ou efetuada na presença de um investigador ou de um tradutor, que as testemunharam, no total dispondo de 400 horas de gravações, 80 blocos de notas de várias centenas de fotos e selfies Cardinalícas.

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