Terminei de ler: “CONSELHOS SOBRE EDUCAÇÃO”, de autoria de Ellen G. White. Do qual destaco os seguintes pontos:

1. “Pais e mestres acham-se igualmente inaptos para educar devidamente as crianças, se não aprenderem primeiro a lição do domínio de si mesmos, a paciência, a tolerância, a brandura e o amor. Que importante posição para os pais, tutores e professores! […]. Há um tempo para instruir as crianças, e um tempo para educar os jovens; e é essencial que essas duas coisas sejam combinadas em alto grau na escola. As crianças podem ser preparadas para o serviço do pecado ou para o serviço da justiça. A educação em tenra idade molda-lhes o caráter tanto na vida secular, como na religiosa. Diz Salomão: ‘Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele’. Esta linguagem é positiva. O ensino recomendado por Salomão é dirigir, educar e desenvolver. Para que os pais e mestres façam essa obra, devem eles próprios compreender ‘o caminho’ em que a criança deve andar. Isto abrange mais que mero conhecimento de livros. Envolve tudo quanto é bom, virtuoso e santo. Compreende a prática da temperança, da piedade, bondade fraternal e amor para com Deus e de uns para com outros. A fim de atingir esse objetivo, é preciso dar atenção à educação física, mental, moral e religiosa da criança” (p. 1-2).

2. “As crianças não são educadas a renunciar ao apetite e restringir os desejos, e tornam-se egoístas, exigentes, desobedientes, ingratas e profanas. As mães que estão fazendo esta obra colherão com amargura o fruto da semente por elas lançada. Pecaram contra o Céu e contra os próprios filhos, e Deus as considerará responsáveis. Se as gerações passadas tivessem seguido um plano inteiramente diferente com respeito à educação, a juventude desta geração não seria agora tão depravada e inútil” (p. 11).

3. “Pais, a inatividade é a maior maldição que já caiu sobre os jovens. Não deveis permitir que vossas filhas permaneçam na cama até tarde, deixando que o sono dissipe as preciosas horas que Deus lhes concedeu para serem dedicadas aos melhores fins e pelas quais terão de prestar contas a Ele” (p. 21-22).

4. “Os educadores da juventude devem mostrar altruístico interesse pelos cordeiros do rebanho [as crianças], conforme o exemplo que Cristo deu em Sua vida. Há muito pouca terna piedade, e demasiado da empertigada dignidade do juiz severo. Justiça exata e imparcial deve ser distribuída a todos, pois a religião de Cristo requer isto; mas deve-se lembrar sempre que a firmeza e a justiça têm uma irmã, que é a misericórdia. Manter-se a distância dos estudantes, tratá-los com indiferença, mostrar-se inabordável, ríspido, censor, é contrário ao espírito de Cristo. Precisamos individualmente abrir o coração ao amor de Deus, vencer o egoísmo e a dureza, e deixar que Jesus tome posse da alma” (p. 34).

5. “Nenhum outro estudo enobrecerá assim cada pensamento, sentimento e aspiração como o estudo das Escrituras […]. Nenhum outro livro pode satisfazer as indagações da mente e os anseios do coração. Ao obter o conhecimento da Palavra de Deus e dar-lhe ouvidos, podem os homens erguer-se das maiores profundezas da ignorância e degradação para se tornarem filhos de Deus, companheiros de anjos sem pecado […]. Como poderoso meio de educação, a Bíblia não tem rival. Coisa alguma comunicará tanto vigor a todas as faculdades, como quererem os estudantes apanhar as estupendas verdades da revelação […]. Na Palavra de Deus a mente encontra assunto para a mais profunda reflexão” (p. 62, 63).

6. “Uma das maiores dificuldades com que o professor tem tido de se haver é a falta da parte dos pais em cooperar na administração da disciplina do colégio. Se os pais se comprometessem a sustentar a autoridade do professor, muita insubordinação, vício e libertinagem seriam evitados. Os pais devem exigir que seus filhos respeitem a legítima autoridade e lha obedeçam. Devem trabalhar com infatigável cuidado e diligência para instruir, guiar e restringir os filhos até que hábitos corretos sejam firmemente estabelecidos. Com tal disciplina os jovens estariam em sujeição às instituições da sociedade e às gerais restrições de obrigação moral” (p. 99).

7. “Os professores devem induzir os alunos a pensar, e a entender claramente a verdade por si mesmos. Não basta ao mestre explicar, ou ao aluno crer; cumpre suscitar o espírito de investigação, e o aluno ser atraído a enunciar a verdade em sua própria linguagem, tornando assim evidente que lhe vê a força e faz a aplicação […]. Nossos professores precisam aprender constantemente […]. Muitos de nossos professores têm bastante a desaprender, e outro tanto, de diverso caráter, a aprender” (p. 140, 141).

8. “Depois da Bíblia, a Natureza deve ser o nosso maior livro de texto. Não há virtude, porém, em deificar a Natureza, pois isto seria exaltar a coisa feita acima do grande Construtor Mestre que planejou a obra e a mantém em atividade todo o tempo segundo o Seu desígnio” (p. 185-186).

9. “Aquele que possui conhecimento de Deus e de Sua Palavra pela experiência pessoal acha-se preparado para empenhar-se no estudo da ciência natural […]. Ele não testa a Bíblia pelas ideias científicas do homem. Ele traz essas ideias ao teste da norma infalível. Sabe que a Palavra de Deus é verdade, e a verdade jamais pode contradizer-se; seja o que for que, nos ensinamentos da chamada ciência, contradiga a verdade da revelação divina, é mera conjectura humana. Para o homem verdadeiramente sábio, as investigações científicas abrem vastos campos de pensamento e informações. Os caminhos de Deus, revelados no mundo natural e em Seu trato com o homem, constituem um tesouro do qual todo estudante na Escola de Cristo se pode prevalecer” (p. 254, 255).

10. “A graça de Jesus Cristo inspirará sabedoria a todos quantos seguem os planos divinos da verdadeira educação” (p. 263) – Quer saber mais? Leia o livro! –

Pr. Heber Toth Armí.

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