Primeiro século

Era protestante

Para não ocupar muito espaço aqui citando outras dezenas de famosos mortalistas cristãos antes de Edward White, passarei aqui apenas a lista fornecida por Bryan W. Ball em seu estudo histórico supracitado:

• Jeremy Taylor (1613-1667), bispo anglicano e autor e capelão do rei Charles I.

• John Locke (1632-1704), o filósofo empirista cujas ideias influenciaram o pensamento na Inglaterra nos dois séculos seguintes. Seus escritos ainda são leitura obrigatória para os estudantes de filosofia.

• Henry Layton (1622-1705), advogado, defensor mais prolífico do mortalismo, que produziu 1.500 páginas no total, a maior parte em réplica a defensores do conceito tradicional (isto é, a imortalidade da alma).

• William Coward (1657-1725), médico e membro do Colégio de Cirurgiões, que argumentou que a ideia de a substância imaterial ter existência é autocontraditória e contrária à razão, dizendo: “Eu posso conceber uma brancura negra tão logo elabore esse tipo de ideia em minha mente”.

• Edmund Law (1703-1787), bispo de Carlisle e professor de filosofia moral na Universidade de Cambridge, onde ele defendeu sua tese de doutorado sobre tanatopsiquismo [i.e, aniquilacionismo] em 1749.

• Peter Peckard (1718-1797), vice-reitor da Universidade de Cambridge e deão de Peterborough, um dos mais articulados apologistas do mortalismo.

• Francis Blackburne (1782-1867), outro graduado de Cambridge, discípulo de Locke, amigo de Law, e o primeiro historiador do pensamento mortalista inglês, tendo traçado as origens então conhecidas do mortalismo remontando ao século XV.

• Joseph Priestley (1733-1804), o cientista conhecido por sua “descoberta” do oxigênio, mas imerecidamente não tão conhecido como um erudito bíblico competente, que chegou a conclusões mortalistas por meio de seu próprio estudo do texto.

Todos esses grandes nomes na história surgiram antes de Edward White, antes dos adventistas do sétimo dia, e antes das testemunhas de Jeová. Portanto, a acusação de que a crença na mortalidade da alma é uma “crença adventista” ou “jeovinista” em particular não passa de uma acusação leviana e descabida de alguém que não tem mais argumentos, e decide baixar o nível com falácias genéticas e grosseiras distorções históricas, sempre feitas por quem em momento algum na vida chegou a pegar um livro de história e abri-lo.

Fonte: Lucas Banzoli:

download gratuito aqui

http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html?m=1

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