
No princípio, quando Deus criou o homem, determinou-lhe um regime alimentar sem carne. “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente, que está sobre a face da terra; e toda a árvore, em que há fruto de árvore que dá semente, ser-vos-á para mantimento” (Gênesis 1:29). Não há pois lugar para controvérsia a respeito da alimentação mais adequada para o homem – se carne ou vegetais – porque o Criador de todas as coisas sabia o que convinha mais ao homem.
Mesmo depois do pecado, não recebeu permissão para comer carne. Foi-lhe dito que, doravante, comesse também as ervas do campo (Gênesis 3:18). Foi somente depois do dilúvio que Deus permitiu ao homem comer carne, e isso porque, pelas águas, haviam sido destruídos os produtos naturais da terra, adequados para a alimentação do homem. Mas, pelo uso da carne como alimento, foi diminuída a idade do homem, em onze gerações, de 950 anos para 175 anos (Ver Gênesis 9:29; 11:10-32; 25:7).
A alimentação cárnea, permitida depois do dilúvio, foi tolerada por Deus até a saída dos filhos de Israel do Egito, tendo então sido vedada ao povo, pois era propósito do Senhor faze-los voltar ao seu plano original (Números, cap. 11). “Escolhendo a comida do homem, no Éden, mostrou o Senhor qual era o melhor regime; na escolha feita para Israel, ensinou Ele a mesma lição. Tirou os israelitas do Egito, e empreendeu educa-los, a fim de serem um povo para Sua possessão própria. Desejava, por intermédio deles, abençoar e ensinar o mundo inteiro. Proveu-lhes o alimento mais adaptado ao Seu desígnio; não carne, mas o maná, o ‘pão do Céu’.
Foi unicamente devido a seu descontentamento e murmuração em torno das panelas de carne do Egito, que lhes foi concedido alimento cárneo, e isto apenas por pouco tempo. Seu uso trouxe doença e morte a milhares. Todavia, a restrição de um regime sem carne não foi nunca de coração aceito. Continuou a ser causa de descontentamento e murmuração, franca ou secreta, e não ficou permanente.
Quando se estabeleceram em Canaã, foi permitido aos israelitas o uso de alimento animal, mas com restrições cuidadosas, que tendiam a minorar o mal. O uso da carne de porco era proibido, bem como de outros animais e aves e peixes cuja carne fora declarada imunda. Das carnes permitidas, era estritamente proibido comer a gordura e o sangue. Só se podiam usar como alimento animais em boas condições. Nenhum animal despedaçado, que morrera naturalmente, ou do qual o sangue não havia sido cuidadosamente tirado, podia servir de alimento.
Afastando-se do plano divinamente indicado para seu regime, sofreram os israelitas grandes prejuízos. Desejaram um regime cárneo, e colheram-lhe os resultados. Não atingiram ao divino ideal, quanto ao seu caráter, nem cumpriram os desígnios de Deus. O Senhor, ‘satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar as suas almas’ (Salmo 160:15). Estimaram o terreno acima do espiritual, e a sagrada preeminência que Deus tinha o propósito de lhes dar não conseguiram eles obter” (A Ciência do Bom Viver, págs. 267, 268).
A cristandade em geral se alimenta de carne, não só de animais “limpos”, mas também dos que são biblicamente classificados como “imundos”, entre os quais se destaca o porco. Para esclarecer as almas sinceras, sentimo-nos por isso constrangidos a mostrar-lhes, pela Bíblia, que os animais “impuros” nunca foram permitidos para fins de alimento, e que, agora que estamos no tempo do fim, nem mesmo são permitidos os animais “limpos”, que outrora se podiam comer.
Por Julio Cesar

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