Essa Excelente Monografia mostra as semelhanças entre os 2 tipos de culto, expondo a idolatria no meio católico-romano.

LEIA AQUI

O resumo de tudo é: As tradições religiosas mesopotâmicas vêm ao encontro das atuais práticas católicas quando nos referimos à necessidade de intermediários entre o humano e o divino. Enquanto na Mesopotâmia tivemos devotos assumindo deuses pessoais para suprir a distância dos grandes deuses, houve também no catolicismo uma adoção dos santos como intermediários que pudessem levar as orações dos fiéis a um Deus considerado distante (principalmente pelo pensamento religioso medieval).

Tanto nas tradições religiosas da Mesopotâmia quanto no catolicismo, assim como na maioria das religiões ao longo da História, os devotos sempre atribuíram “funções” a seus intermediários, sejam eles deuses ou santos. Em algumas situações, dá até para estabelecer paralelos, como por exemplo, a proteção para as mulheres em trabalho de parto, atribuída pelos sumérios ao demônio Puzuzu (lembrando que entre eles os demônios nem sempre eram maus) e pelos católicos a São Leonardo de Noblat.

Na Mesopotâmia, assim como hoje nos territórios de população católica, era costume entregar cada cidade à proteção de um deus. Assim, tínhamos An como deus protetor de Uruk, Marduk protegendo Babilônia e Enlil protegendo a cidade de Nippur, da mesma forma como atualmente Santa Joana D’Arc protege a França e Nossa Senhora de Guadalupe protege o México.

Até as orações são parecidas:

Para Maria

Ave, Maria, Filha de Deus Pai. Ave, Maria, Mãe de Deus Filho. Ave, Maria, Esposa do Espírito Santo. Ave, Maria, templo da Santíssima Trindade. Ave, Maria, Senhora minha, meu bem, meu amor. Rainha do meu coração, Mãe, vida, doçura e esperança minha, muito querida, meu coração e minha alma. Sou todo vosso, e tudo o que possuo é vosso, ó Virgem sobre todos bendita”.

 Para Inana

“Eu digo ’Ave!’ à Deusa que aparece nos céus!

Eu digo ‘Ave!’ à Alta Sacerdotisa dos Céus!

Eu digo ‘Ave!’ à Inana, a Grande Senhora dos Céus!

Tocha Sagrada! Vós encheis os céus de luz!

Vós iluminais o dia ao alvorecer!” 

A deusa Inanna faz parte de uma categoria formada pelas “deusas-mãe”, divindades femininas adoradas em diversos povos antigos. Inanna, portanto, pode ser equiparada a Eurínome (pelasgos, antigo povo da Grécia), Asera (Canaã), Astarte (Síria), Pinikir (Elam, atual Irã), Anann ou Dana (Irlanda), Ymai (Sibéria) e Durga (Índia). Estas deusas eram importantes para seus devotos como fontes de fertilidade, especialmente nas colheitas e na geração de filhos. Sobre Maria, não podemos chamá-la de “deusa-mãe”, pois o catolicismo não a tem como divindade, mas podemos afirmar que o culto a Maria tem resquícios dos antigos cultos a divindades femininas, principalmente se levarmos em conta a influência que o cristianismo recebeu por onde seus missionários passavam nos primeiros séculos da era cristã.

Deixe um comentário

Tendência