
Segundo os registos oficiais ingleses, o número de ataques envolvendo o arremesso de ácido, ou o arremesso de outras substâncias corrosivas, triplicou neste país durante os últimos seis anos. Os peritos alegam que muitos destes ataques que envolvem o ácido encontram-se conectados à comunidade Asiática, com as mulheres a serem atacadas pelos maridos e punidas por se recusarem a tomar parte num casamento forçado, ao mesmo tempo que os homens são atacados durante disputas em torno do dote.
Os últimos dados hospitalares da NHS registam 144 ataques no período 2011/2012 envolvendo substâncias corrosivas, o que pode incluir o petróleo, lixívia e a querosene. Seis anos antes, 56 casos foram registados.
Jaf Shah, director-executivo da “Acid Survivors Trust International” afirmou que muitos ataques que ocorriam na Grã-Bretanha não eram reportados visto que as mulheres atacadas viviam com medo de represálias.
Jaf disse: Existe alguma relutância entre as mulheres da comunidade Asiática de reportar o que aconteceu; estes ataques não são feitos por estranhos mas por alguém próximo a elas dentro da comunidade – um marido, um pai ou outro membro da família.
Os números revelam que embora a maior parte das pessoas atacadas tenham idades compreendidas entre os 15 e os 59, um elevado número de pensionistas foi já atacado com tais substâncias.
No ano passado, um ataque foi registado onde a vítima tinha menos de 14 anos.
Em Dezembro último, uma funcionária-lojista de 20 anos, Naomi Omi, foi marcada para toda a vida, e quase cega, depois de ter sido atacada por uma mulher (alegadamente vestida com um niqab) em Dagenham, Londres Oriental.
Em Maio uma mulher de 28 anos a viver em Romford, Nordeste de Londres, foi deixada com lesões horríveis na cara e na parte superior do corpo depois de ter aberto a porta a um estranho e este a ter borrifado com substâncias ácidas.

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