
O Emissário do Vaticano Ramiro Marcone, terceiro da direita,Alojzije Stepinac, primeiro à direita,e Ante Pavelic, parcialmente obscurecido, extrema esquerda,no funeral em 1944 de Marko Dosen, o Presidente do Parlamento Ustasha.

Livro que descreve os crimes do Vaticano na Croácia
Civis sérvios forçados a se converter ao catolicismo pela Ustashi em Glina
Os ustaše (no singular ustaša, por vezes escrito ustashe ou ustasha) foram uma organização croata de extrema-direita que foi colocada no poder no Estado Independente da Croácia pela Alemanha em 1941.
A palavra ustaše descreve uma pessoa que participa de um ustanak (levante, em croata). Os ustaše tinham como objetivo estabelecer uma Croácia pura do ponto de vista étnico e religioso – assim sendo, pessoas de origem sérvia e bósnia eram seu principal alvo. Sobre essa forma de limpeza étnica, os ministros Mile Budak, Mirko Puk e Milovan Žanić declararam, em maio de 1941, que as três principais metas ustaše eram:
– Converter um terço dos sérvios ao catolicismo;
– Exterminar um terço dos sérvios residentes na Croácia;
– Expulsar/deportar o terço restante.
O número de judeus mortos é bastante confiável: 32.000 pereceram em território croata durante a Segunda Guerra Mundial. Mais de 40.000 ciganos iugoslavos também vieram a ser assassinados; com relação ao número de sérvios vitimados pelos Ustaše, as estimativas são entre 700.000 e 1.200.000 de sérvios.
Os primeiros campos de concentração Ustaše foram formados em 1941 e dissolvidos em outubro de 1942. Alguns padres franciscanos e de outras ordens correlatas participavam das atrocidades pessoalmente. Um deles, frade Miroslav Filipović (do monastério de Petrićevac), que entrou para o movimento ustaša em 6 de fevereiro de 1942, num brutal massacre de 2.730 sérvios moradores de vilas próximas, sendo 500 destes crianças.
Durante toda a guerra, o Vaticano manteve fortes relações diplomáticas com o Estado Independente da Croácia, mantido pelos ustaše, inclusive mantendo um núncio papal na capital Zagreb. Ele estaria ali para investigar as conversões forçadas de sérvios ortodoxos, mas teria participado de algumas delas. Muitos sérvios acusam Pio XII, então pontífice, de cumplicidade com os crimes dos fascistas croatas.
“Em 18 de maio de 1941, enquanto o holocausto dos não católicos acontecia o Papa Pio XII recebeu em audiência o líder do Utashi, Ante Pavelic. O Secretário de Estado Montini que mais tarde se tornaria o Papa Paulo VI tiveram uma relacionamento bastante chegado com Pavelic. O papa designou o Arcebispo STEPINAC como capelão militar sênior. Não há registros de que ele tenha tentado reprimir os religiosos assassinos a ele subordinados. O Frei Miroslav Filipovic supervisionou como comandante de campo a matança de 20 a 30 mil reclusos e STEPINAC não fez nada. Em outubro de 1998, João Paulo II declarou que STEPINAC seria beatificado. O Centro Simon Wiesenthal conhecido como caçador de criminosos de guerra pediu que fosse adiada essa beatificação até o fim de um estudo exaustivo do registro de STEPINAC tem tempo de guerra. O Vaticano ignorou o apelo e beatificou STEPINAC em 03 de outubro de 1998”. Fonte: David Yallop, o Poder e a Glória páginas 398-410.
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