Após os crimes dos anos 1980 ligados a falência do Banco Ambrosiano e a defesa de João Paulo II do criminoso bispo Paul Marcinkus e após a lavagem de dinheiro da empresa ENIMONT no começo dos anos 1990, surge outro escândalo. Em 1995 o Banco do Vaticano foi usado para lavar 100 milhões de dólares no que se tornou conhecido como investigação “cheque a cheque”. Em novembro de 1995 promotores italianos pediram permissão a Espanha para investigar o Cardeal Carles, (arcebispo de Barcelona) protegido da OPUS DEI e amigo íntimo do Papa. Eles queriam investigar se a conta estava no nome dele ou era controlada por ele e se o cardeal havia garantido que os 100 milhões passassem pelo Banco. O dinheiro era destinado a um negociante suíço como parte de operações de comércio ilícito de armas, pedras preciosas e material radioativo. Foram emitidos mandados de prisão para 36 pessoas e outras 31 foram avisadas que estavam sob investigação.

O Cardeal Carles se recusou a atender as intimações italianas e todas as solicitações de interrogatórios que se seguiram. Em junho de 1996 veio a tona na Itália outra investigação com 20 pessoas sendo presas. João Paulo II buscando impedir a prisão de Carles o nomeou ao Conselho de governo para assuntos econômicos da Santa Sé. Sob os termos do Tratado de Latrão, os cardeais são imunes a prisão. Finalmente o promotor Ormanni foi obrigado a abandonar a investigação.

Fonte: David Yallop. O Poder e a Glória página 477.

4 respostas a “Banco do Vaticano foi usado em 1995 para lavar 100 milhões de dólares”

  1. […] Em 1995 protegeu o Cardeal Carles, acusado de lavar 100 milhões de dólares através do banco do Vaticano. Deu um emprego para ele  dentro do Vaticano, impedindo que ele fosse processado pela justiça italiana. Veja mais aqui. […]

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