Fonte: O Evangelho Eterno

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Antes entenda que a Teoria dos 7 Reis não é doutrina oficial do adventismo.

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Todas as promessas de Deus se encontram e se resumem no último livro da Bíblia. A história da igreja com todas as suas lutas, dificuldades, perseguições e vitórias estão registradas, muitas vezes de forma simbólica, no livro da Revelação, o Apocalipse. João, o discípulo amado, o escreveu, mas ele foi apenas o agente e intermediário do verdadeiro Autor.

No primeiro capítulo é feita a solene introdução e é reivindicada sua autoria, como também são reveladas as bênçãos que acompanham a mensagem, dirigidas àqueles que dela queiram se apropriar por sua leitura, compreensão e aceitação.

Nos dois capítulos seguintes é delineada a história do povo de Deus, desde o início da pregação do Evangelho Eterno pelos primeiros cristãos até a última geração que contemplará o estupendo acontecimento que realizará o maior sonho da humanidade: a volta gloriosa de Jesus que cumprirá a promessa da redenção do gênero humano.

O quarto capítulo mostra o cenário do juízo, o local do palácio do governo universal, que costumamos chamar de Santuário, onde está o trono de Deus. O quinto capítulo revela o início do julgamento da humanidade, representado pela abertura de um livro selado com sete selos, que somente o Salvador foi considerado apto ou digno de abrir, pois ele representa a chave da sepultura de todas as pessoas que viveram na terra, de todos os lugares e de todas as épocas.

A partir daí são reveladas as diversas nuances da grande luta que teve início na Capital do Universo, entre o bem e o mal, entre o Filho de Deus e Lúcifer, o querubim que se rebelou e que a Palavra de Deus costuma chamar de Satanás, a antiga serpente, o diabo, ou mesmo “o dragão”.

Por ser contada em símbolos a profecia provoca o debate. A promessa de Deus é de que “os sábios entenderão” (Dn 12:10). A Bíblia oferece razões para entendermos que esses “sábios” não serão necessariamente grandes teólogos, versados em filosofia, mestres e doutores. Pelo contrário, até podemos entender que estes orgulhosos expoentes da cultura humana deixem de compreender o real significado do propósito divino, pois a sabedoria que vem de Deus é pura, pacífica, moderada, terna, cheia de misericórdia e, sobretudo de humildade (Tg 3:17). A sabedoria mundana muitas vezes é considerada loucura diante de Deus, que não raro vale-Se de coisas que são consideradas pelo mundo erudito como pequenas e mesmo desprezíveis, para que assim aquela seja confundida (1 Co 1:27-28).

Este despretensioso comentário é feito no momento e ocasião em que o seu autor acredita estar ocorrendo, historicamente, o cumprimento de uma visão profética do mensageiro do Apocalipse: a renúncia do Papa Bento XVI, anunciada no dia 11 de fevereiro último.

Para que ele seja entendido é necessária a explicação de alguns símbolos e terminologias utilizados na linguagem profética. Esta remonta a mais de dois milênios e meio, quando o mesmo Autor do livro da Revelação primeiramente a descobriu ao profeta Daniel, por meio de animais estranhos à fauna terrestre, chamadas “bestas”, representando impérios mundiais e instituições humanas poderosas.

A História é a intérprete fiel do cumprimento da profecia. A ascensão e queda dos diversos impérios que existiram no curso da História não deixam margem a qualquer espécie de indagação a esse respeito. Babilônia, Média e Pérsia, Grécia e Roma foram representados por bestas formidáveis com significados que eram características de fatos peculiares a esses impérios. Um leão com asas de águia, um urso com três costelas nos dentes, um leopardo com quatro asas nas costas e um animal terrível e espantoso representaram corretamente os quatro impérios apontados na profecia (Dn 7:4-7 e 17).

Da quarta besta ou quarto império surgiu uma ponta pequena (Dn 7:8, 20 e 24-25), a instituição papal, que exerceu o mais longo domínio conhecido na história humana. O papado exerceu o poder absoluto, tanto o religioso quanto o civil, impondo e depondo reis e imperadores, domínio que se estendeu do ano 538 até ao ano 1.798, quando sua supremacia chegou ao fim. Durante 1.260 anos esse poder reinou absoluto por grande parte do mundo então conhecido, período em que se arrogou o direito divino de ouvir confissões e de perdoar pecados, mudar a sagrada lei de Deus, perseguir, torturar e matar os dissidentes que não concordavam com sua orientação e que eram chamados de “hereges”.

Em 1.798 sob a autoridade do imperador da França Napoleão Bonaparte o papado perdeu a hegemonia política e o poder que desfrutava, quando o Papa Pio VI foi deposto em 11 de fevereiro e condenado ao desterro compulsório, na cidade de Valence.

Em 1.870 sob a autoridade do rei da Itália Vítor Emanuel II o papado perdeu os Estados Pontifícios, chamados de Patrimônio de São Pedro, e o Papa Pio IX condenou-se ao desterro voluntário, auto proclamando-se “prisioneiro do Vaticano”. Estes dois fatos consumaram a profecia que afirma que a “besta” papal seria mortalmente ferida (Ap 13:3).

Mas a profecia afirma categoricamente que o seu ferimento mortal seria curado. E diz mais, que a partir de então o mundo todo, maravilhado, o seguiria. E o que é que o mundo contempla hoje em dia, senão o cumprimento da predição, maravilhado pelo frisson e quase êxtase que a figura papal desperta onde quer que se apresente?

 A WIKIPÉDIA – A Enciclopédia Livre da Internet traz o seguinte texto, transcrito nesta data (14/02/2013), em pesquisa do tema – Estados Pontifícios – Eventos Posteriores:

 “Teriam de passar 59 anos até que, em 11 de fevereiro de 1929Pio XI e Benito Mussolinisubscreveram o Tratado de Latrão (Pactos Lateranenses), em virtude do qual a Igreja reconhecia oReino de Itália como estado soberano, e esta fazia o mesmo com a cidade do Vaticano, minúsculo território independente de 44 hectares em Roma, sob jurisdição pontifícia”.

Portanto, a partir dessa data, a besta papal começou a ser curada. Ela recuperou o seu status de “reino”, ou Estado soberano e independente, perdido em 1.870. Falta-lhe ainda recuperar a antiga supremacia – que a profecia anuncia para breve, que fatalmente fará retornar a sanha perseguidora, a intolerância religiosa e o combate aos seus dissidentes, que ainda voltarão a ser chamados de “hereges”.

É neste contexto que a besta papal deve ser entendida. Quando João viu o animal que subia do mar, descrito no capítulo 13 de Apocalipse ele não contemplou o antigo animal que exerceu domínio por mais de doze séculos, mas um novo animal, transformado, com as características que lembram os antigos impérios que se esfumaçaram nas brumas do tempo. Ele viu uma nova instituição, totalmente paganizada em seus ritos e ensinos, deixando de lado os límpidos ensinamentos dos patriarcas, profetas e apóstolos hebreus e abraçando as doutrinas espiritualistas de diversas filosofias, notadamente a grega de Sócrates, Platão e Aristóteles, copiadas pelos seus maiores expoentes: Agostinho e Tomás de Aquino.

A salvação deixou de ser inteiramente pela graça e passou a contar com participação humana. O homem, mortal por natureza e informação bíblica, “adquiriu” uma alma imortal. A morte, considerada como consequência do pecado, deixou de existir pela nova dimensão de vida espiritual então oferecida.

Não há dúvida de que a besta de sete cabeças e dez chifres mencionada no capítulo treze é a mesma do capítulo dezessete do livro de Apocalipse. É ela a entidade ou instituição poderosa e perseguidora que novamente se levantará no mundo. Quando o profeta, depois de identificar a mulher-igreja que se assenta na cidade das sete colinas, mundialmente reconhecida e unanimemente aceita como sendo Roma afirma que ela FOI, ele indiscutivelmente fala do seu passado revelado pelo profeta Daniel (7:25). Quando fala que ela NÃO É, ele configura os nossos dias, em que a profecia está sendo cumprida, no presente. E quando afirma que ela VIRÁ, seus olhos estão voltados para o futuro próximo em que ela voltará a exercerá a sua ação nefasta.

Nos versos 8 e 11 do capítulo 17 ele afirma que a besta é a mesma figura personificada no oitavo rei, pois que ambos irão à perdição.

Quando na maioria das versões é afirmado que a besta – entidade perseguidora poderosa – é o oitavo rei, a profecia remete à reflexão sobre a possibilidade de seu cumprimento nos sucessores de Pio IX, sem nenhuma dúvida.

Parece também fora de dúvida a questão de que o período de quarenta e dois meses do novo domínio papal em que é afirmado que se lhe dará poder para continuar por esse período, o profeta está se referindo a um período posterior à cura da ferida mortal. Dessa forma ele somente poderá ser considerado como sendo um período literal. E ele está em consonância com a afirmação de Daniel de que haverá um lapso temporal parecido quando, na época em que muitos serão provados e purificados, haverá um ato extremamente desolador e abominável (Dn 12:10 e 11). Ora, se a transgressão da lei é algo terrível, o que não será, aos olhos de Deus, a sua mudança? Daí a ideia de que este evento representa o decreto humano que pretenderá sobrepujar o decreto divino.

Outra diferença significativa é a extensão do seu domínio, que no passado ficou circunscrito a uma limitada parcela do planeta e que na recuperação de sua hegemonia abarcará o mundo todo: “E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação” (Ap 13:7), que é uma figura utilizada pelo profeta para referir-se a todas as pessoas, em todo o mundo (Destaque acrescentado).

Depois que a ferida mortal foi curada em 11 de fevereiro de 1929, houve os seguintes papas, que no sistema monárquico e religioso do Estado do Vaticano podem ser considerados – e o são na profecia – por reis:

PRIMEIROPio XI, italiano chamado Ambrosio Damiano ACHILLE RATTI, que pontificou – ou reinou – de 06/02/1922 a 10/02/1939;

SEGUNDOPio XII, italiano chamado EUGENIO Maria Giuseppe Giovanni PACELLI, governou o Vaticano de 02/03/1939 a 09/10/1958;

TERCEIROJoão XXIII, italiano nascido ANGELLO Giuseppe RONCALLE, reinou de 28/10/1958 a 03/06/1963;

QUARTOPaulo VI, italiano de nome GIOVANNI Batista Enrico Antonio Maria MONTINI, pontificou de 21/06/1963 a 06/08/1978;

QUINTOJoão Paulo I, italiano chamado ALBINO LUCIANI Tancon, afável e humilde, conhecido por “papa do sorriso” governou apenas durante trinta e três dias, havendo fundadas suspeitas de haver sido assassinado por sua firme postura em elucidar a corrupção no clero e irregularidades no Banco do Vaticano, dentre outras.

SEXTOJOÃO PAULO II, o polonês KAROL Joséf WOJTYLA foi o maior papa da história, consideradas a influência que exerceu no mundo, a extensão do seu pontificado e a valorização da figura papal como líder mundial atual. Seu reinado carismático foi de 16/10/1978 a 02/04/2005. Segundo esta interpretação era a este papa que o apóstolo da Revelação se referia ao escrever: UM EXISTE! (Ap 17:10). Ele influenciou decididamente a política mundial, responsável direto que foi pela queda do muro de Berlim e do comunismo na Europa, de modo particular e em todo o mundo, de modo geral.

SÉTIMOBENTO XVI, Alemão, chamado JOSEPH Alois RATZINGER, seu pontificado começou em 19/04/2005 e deverá terminar em 28/02/2013, tendo anunciado sua vontade de renunciar ao cargo coincidentemente no mesmo dia em que foi assinado o tratado de Latrão: 11 de fevereiro. Ele é o rei que ainda não era vindo, na ocasião do cumprimento da profecia, segundo esta interpretação e que, de acordo com ela, teria um curto pontificado.

Mas a ênfase está no OITAVO REI, pois é através dele que tudo se cumprirá. A profecia afirma queA BESTA É O OITAVO REI. (Ap 17:11-Almeida Contemporânea, NVI, Bíblia Hebraica Completa etc.). O que falta então é identificar o oitavo rei, para saber a identidade da besta que irá à perdição. Ao dizer que ele pertence aos sete anteriores o profeta está esclarecendo e reafirmando a sua origem na instituição e entidade que chama de BESTA.

Em seguida ele revela a origem do poderio do personagem que irá à perdição e levará consigo muitos,  na luta contra o Cordeiro e os Seus fiéis seguidores, os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus. As dez pontas ou chifres que representam potências políticas nacionais ou transnacionais conferirão o poder necessário para que a instituição designada cumpra o seu intento nefasto registrado no livro sagrado.

É possível que esse personagem tão importante seja revelado no conclave que escolherá o próximo papa.

 E se esta suposição estiver correta ele deverá ser o último da extensa e milenar lista de pontífices romanos.

 OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: É necessário que se afirme e esclareça que a interpretação tradicional de uma profecia bíblica não significa que ela seja a interpretação oficial de uma determinada instituição religiosa. E que pessoas, por mais qualificadas que sejam não podem se arvorar em seus porta-vozes. Assim fazendo podem estar usurpando prerrogativas, o que não é nem correto e nem aceitável.

Este comentário obedece ao princípio de que as opiniões ou interpretações de profecias ainda não cumpridas e unanimemente aceitas não devem ser dogmatizadas. Mesmo porque não é a opinião de quem quer que seja que irá alterar os fatos a que elas se referem. O que tiver que ser, será e o que tiver que vir, virá.

As opiniões e interpretações devem ser analisadas e aceitas – ou descartadas, de maneira livre e democrática, conforme sua natureza; elas não devem ser combatidas sob o pretexto de heresia, se não se harmonizarem com as ideias daqueles que não as reconheçam. Não existem donos da verdade. Agir de maneira diversa é agir com o mesmo espírito exclusivista, preconceituoso e intolerante que sempre inspirou e caracterizou o poder que é objeto das presentes considerações.

  Tanto no passado, como no presente e certamente também no futuro.

2 respostas para “A Renúncia de Bento XVI e a Profecia Bíblica (A Teoria dos 7 Reis)”.

  1. eu nao vejo por este lado esta idea doa 7 papas,poia a igreja trabalha na linha historicista, o que podemos ver, nao ha como ver os7 papas cumprinto este pensamento do autor do saite, discordo de sua linha de pensamento mas respeito sua opiniao, que DEUS nos mostre como se preparar, para a pior crise ja vista na historia, que sejamos aptos para disernir o que e certo e o que e errado, um abraço a todos .

  2. Infelizmente esta forma de interpretar as profecias que foi utilizada não é a mesma, dos profetas, de Jesus, nem de seus apóstolos mas, como o autor mesmo quis dizer, “escreve quem quê, lê quem tem paciência.” =D

    Que o Amor de Deus, a Comunhão do Espírito e a Graça de Cristo estejam sempre com vocês!

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