03 de novembro de 2012: A estudante Marta Sales Lima, de 23 anos, por exemplo, chegou com duas horas de antecedência, por volta das 10h (horário de MS), a Escola Estadual Joaquim Murtinho. Ela era a primeira no portão de entrada do colégio.

Marta levou colchonete para descansar enquanto

aguarda prova (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)

Adventista, ela só poderá iniciar a resolução das questões à noite e, por isso, ficará em uma sala com outras pessoas da mesma religião aguardando o horário pré-determinado. O marido da jovem, o técnico em farmácia Eduardo de Oliveira, e a filha de 4 anos, Maria Eduarda Sales Lima, a acompanharam até o local da prova.

“Estou muito tranquila. Estudei até quinta-feira (1º). Ontem [sexta-feira], descansei e nem lembrei da prova. Acho que meu marido está mais ansioso do que eu. Quero aproveitar esse tempo em que vou ficar na sala para dormir um pouco e lanchar”, diz a estudante, que pretende utilizar a nota para fazer uma faculdade de enfermagem.

a mesma escola, outras duas mulheres, também adventistas, viajaram mais de 97 quilômetros entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, para fazer o Enem. Rosenilda Quirino dos Santos Godoi, tem 35 anos e Ângela Barros do Nascimento, 18 anos.

Rosenilda disse que G1 que vai utilizar a nota do Enem, primeiro para obter o certificado de conclusão do ensino médio, e depois para fazer uma faculdade de pedagogia. Já Ângela, que está terminando este ano o ensino médio quer utilizar o resultado do exame para cursar engenharia civil ou sistemas de informação.

As duas disseram que pelo sonho de cursar uma faculdade o esforço de ter de viajar para outra cidade, ficando longe da família vale a pena.

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