
Pedi permissão ao autor, e quero compartilhar com vocês uma situação que chegou ao meu conhecimento. É um relato triste, mas… infelizmente… muito comum em nossos dias.
Espero que ele possa servir de alerta para outros casais, que talvez estejam trilhando o mesmo caminho.
Caro Gilson, o que passo a relatar agora para você é algo que tem corroído minha alma há muito tempo. Não tenho muitos amigos com quem conversar, e neste blog eu tenho encontrado respostas para muitos anseios da minha vida. Você parece entender o que se passa no meu coração (e talvez no de outros que leem seus textos), por isso tomo a liberdade de dividir com você um pouco do meu drama.
Sou casado há muitos anos, e nos últimos meses percebi que meu casamento faliu… sim, faliu. Já não tenho mais alegria no relacionamento, e hoje só permaneço nele por ainda acreditar que é o melhor para meus filhos. Sei que o clima não é mais de amor e companheirismo com minha esposa, mas acredito que é melhor para eles que eu fique por perto, principalmente para meu caçula.
E como chegamos a isso?! A história é longa e dolorosa. Mas não vou cansar você com todos os detalhes.
No fundo, eu me sinto hoje sufocado com o peso da ingratidão, incompreensão e desrespeito. Minha esposa não admite (aliás, parece que a culpa é sempre nossa, dos homens, já observou?!), mas ela contribuiu para que tudo chegasse a este ponto. Com o tempo, aquela jovem por quem me apaixonei passou a ser uma estranha para mim. Ela já não me pedia mais conselhos, não ligava para minhas escolhas, nem dava importância ao que eu pensava ou dizia. Sabe quando você sente que sua única função no casamento está sendo o de prover o “material”? É assim que me sinto hoje.
Certa vez ela me disse que se eu fosse mulher entenderia as atitudes dela. Engraçado, não é?! Porque penso o mesmo: se ela fosse homem, saberia o quanto sua conduta tem me afastado e levantado um muro entre nós.
Você é homem, Gilson, casado e com filhos (e machista, pelo que leio dos comentários que fazem a seu respeito… #risos), então você pode entender como me sinto ao ver minha esposa pegar carona com estranhos, chegar tarde em casa, “jogar” o cuidado das nossas crianças nas mãos de outras pessoas, trazendo para dento do nosso lar (nosso lar) a companha de pessoas sem nem ao menos me consultar, pedir minha opinião. Nada! Sinto como se só “representasse um cheque no final do mês”… lembra da música?! Pois é, meu caro… tem sido assim há longos meses.
Ela não aceita, mas fez escolhas que colocaram nossa família (a mim em especial) lá embaixo em sua escala de prioridades. Certa vez, eu a vi toda eufórica para cumprir uma determinação do seu “chefe” (na época ela estava trabalhando em uma grande empresa), e disse que “não poderia desapontar seu patrão” (palavras suas)… fiquei pensando: é isso mesmo, não pode desapontar um estranho, mas o marido…
A lista de desapontamentos e mágoas é muito longa, Gilson, e como eu disse acima, não vou tomar seu tempo com ela. Mas peço que você coloque este meu relato em seu blog, para que outras esposas vejam o quanto podem machucar e magoar seus maridos. Com a conotação sensacionalista que se dá hoje em dia para o tema da violência doméstica (inclusive na IASD, onde parece que o tema só serve para promover meia dúzia de esposas de departamentais de alto escalão, desculpe a sinceridade…), pouco se fala de o quanto o homem também pode ser vítima da opressão psicológica dentro de casa. A própria Bíblia diz como deve ser o relacionamento entre homem-mulher, marido-esposa, mas parece que estas partes das Escrituras ficaram “ultrapassadas” ou longe do “politicamente correto” da sociedade atual. Certo dia minha esposa ficou tão irada pela maneira fria com que eu a tratei (ela esquece que a Física já provou que a toda ação corresponde uma reação, de mesma intensidade e em sentido contrário), que jogou um balde no chão, partindo-o em vários pedaços. Outro dia, eu estava deitado no sofá, e em outro acesso de fúria (talvez a culpa fosse da TPM, coitadinha…), ela jogou um copo de água gelada em mim. Para você ver como tem muita gente pregando contra a violência doméstica em nossos púlpitos, vestindo um máscara hipócrita de pseudo-santidade.
As mulheres que têm a sorte (sim, sorte, porque o que tem de solteirona por ai “doida” para encontrar um homem decente…) de se casarem com homens dedicados a Deus, provedores de seus lares, cuidadores, que não esbanjam o que ganham com bebidas ou prostitutas, deveriam ser diariamente agradecidas ao Senhor pelo presente que possuem em casa. Pena que poucas se dão conta disso, e acabam “empurrando” seus maridos para as ciladas que o inimigo de nossas almas nos impõe. Você sabe do que estou falando. É claro que não estou colocando em minha esposa “toda” a culpa pela situação que passamos hoje. Mas, sinceramente, só quem está dentro é que sabe o que um casal passa nas 4 paredes. É muito fácil ficar de fora dando “pitacos”, “sugestões”, “dicas”, etc., especialmente quando um dos cônjuges assume a posição de “vítima” e coloca no outro uma imagem deturpada. Talvez por isso o juízo comprovativo seja tão extenso: mil anos serão necessários que que a gente entenda todos os detalhes do Grande Juízo divino sobre nossas vidas. Só Deus para revelar o que tem acontecido nos recônditos de cada lar deste mundão…
Meu casamento faliu, é triste dizer, mas é a mais pura verdade. E não vejo futuro nele. Tracei algumas metas, e só faltam 2 para que eu peça o divórcio. Assim que tudo estiver pronto, deixarei eles em paz, livres do “chato”, “grosso” e “doente” que tanto lhes aborrece e causa ressentimentos.
Obrigado por ler meu desabafo. Se quiser, pode colocar no seu site. Espero que sirva de advertência para outros.
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Já escrevi aqui sobre algumas dicas para que as esposas e maridos se dêem melhor no dia-a-dia de casados. Não são dicas minhas, mas um apanhado que coletei ao longo do tempo sobre o assunto.
É uma pena que muitos casamentos estejam chegando a este ponto final, a esta “falência”, como disse o nosso irmão do relato acima.
Casamento não é fácil, e aqueles que pensam em dar este passo tão importante devem avaliar TODOS os detalhes, pois os defeitos mais insignificantes podem se potencializar ao longo dos anos de convívio a 2, e se tornarem grandes pedras de tropeço.
Que o Senhor nos abençoe e nos guarde.
Fonte: Gilson Medeiros

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