Fonte: União Sul Brasileira da IASD

Há oito meses o pastor Rodrigo Assi e a pedagoga Gabriela Assi atuam como missionários em Guiné-Bissau, país com o 6.º menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo. De passagem por Curitiba, eles falaram na manhã desta sexta-feira, 09, para servidores da União Sul-Brasileira sobre a realidade sócio-econômica da nação e comentaram os maiores desafios evangelísticos nesse território.
O número de adventistas no País ainda é pequeno, totalizando 700 membros, o equivalente a 0,1% da população. Cinquenta por cento dos habitantes são animistas (cultivam crenças tradicionais africanas), 45% praticam o islamismo e 5% são cristãos.
A Educação Adventista é a principal frente evangelística na região. “Os pais matriculam os seus filhos por ser uma escola de qualidade e aos poquinhos a gente vai evangelizando esse grupo através das meditações, das capelas e outros programas espirituais. E as crianças vão passando para as famílias”, conta Gabriela, que leciona em uma escola adventista.
A área educacional no país africano enfrenta muitas limitações. “Muitas escolas fecham por falta até mesmo de carteiras. Alunos param os estudos porque não têm dinheiro sequer para adquirir caderno e caneta. Em algumas escolas adventistas a mensalidade custa 5 reais e, mesmo assim, a maioria não têm condições de pagar”, relata o pastor.
Da mesma forma que há urgência na construção de prédios escolares cujas instalações ofereçam condições melhores para a aprendizagem das crianças, levantar igrejas também é outro grande desafio regional.
“Nós temos seis grupos na capital [Bissau] e o nosso sonho é agora construir igrejas. Nós já conseguimos doação para o terreno – em janeiro ele vai ser comprado. Cada igreja custará 25 mil reais, um valor muito baixo em relação ao custo de construção no Brasil”, observam.
Em viagem ao Brasil, o casal deseja levantar mais recursos para a construção destes templos. “Na cultura local, as pessoas valorizam muito a existência de um templo próprio para a adoração. Se tivermos igrejas próprias, mais pessoas vão ser atraídas para o evangelho. Muitas delas perguntam porque temos que adorar em locais improvisados, como escolas, por exemplo”, ressalta Rodrigo.
Além de ajuda para a construção de igrejas, os missionários reúnem também literatura para evangelizar no país de fala portuguesa. “Os livros são muito escassos lá. Por isso, é muito comum as pessoas anotarem cada palavra dos sermões para poderem estudar mais em casa”, informa. Nas próximas semanas, um container sairá do Brasil com doações de livros, revistas, folhetos e estudos bíblicos.
O projeto missionário empreendido pelo casal na República da Guiné-Bissau está recebendo o apoio da Associação Central-Paranaense.
COMO AJUDAR
Pegue o número da conta corrente no blog do casal missionário
Vídeo do casal
Ver também o testemunho de Afonso

Deixe um comentário