Presidente da Igreja na Hungria

Apenas 14 organizações religiosas mantiveram a sua condição anterior, sob a nova lei, que advogados de direitos humanos por todo o mundo criticaram como “draconiana” e “opressora”. Ócsai Tamás, presidente da Igreja Adventista na Hungria, expressou sua consternação de que, apesar das garantias anteriores por líderes do governo, a Igreja deve agora assumir a tarefa considerável de solicitar ao parlamento a renovação do seu registro.

“Estamos atualmente passando em revista este assunto com os membros da nossa Igreja, juristas, a Divisão Trans-Européia, e a Associação Geral, e temos a intenção de tomar uma decisão em setembro sobre a melhor maneira de avançar”, disse Tamás.

“A Igreja Adventista do Sétimo Dia na Hungria satisfaz todos os critérios para novo registro sob a nova lei”, disse ele. “Pedimos as orações de nossos irmãos e irmãs ao redor do mundo para lidarmos com este desafio”.

De acordo com Raafat Kamal, diretor de Relações Públicas e Liberdade Religiosa para a Divisão Trans-Européia da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a legislação aprovada pelo Parlamento húngaro durante a madrugada de 11 de julho era muito diferente da versão apresentada aos grupos confessionais durante as consultas em maio e junho deste ano. “O processo de solicitação de registro tornou-se politizada”, disse Kamal. “O resultado vai depender do clima político em um dado momento, e poderia expor minorias religiosas à discriminação indiscriminada”.

John Graz, diretor de Relações Públicas e Liberdade Religiosa para a Igreja Adventista a nível mundial, diz que a nova lei tem comprometido seriamente a postura da Hungria como um país que respeita e protege os direitos humanos básicos. “Esta lei é incompatível tanto com os valores europeus como com os convênios internacionais que protegem a liberdade religiosa”, disse Graz. “Nós respeitosamente instamos os legisladores da Hungria a considerarem a mensagem que esta lei envia à comunidade internacional, e a tomarem medidas para proteger as minorias religiosas”.

A legislação, chamada de “Lei Sobre o Direito à Liberdade de Consciência e de Religião, e Sobre Igrejas, Religiões e Comunidades Religiosas”, exige que os grupos religiosos que não estejam entre os 14 “aprovados” se submetam a um processo de solicitação de condição legal. A nova lei também limita a definição legal de “atividades religiosas”, e impõe uma série de condições rigorosas que devem ser atendidas antes que a uma organização seja concedido o direito de se referir a si mesma como “Igreja”. A lei entra em vigor em 1o. de janeiro de 2012.

A Igreja Adventista nesse país da Europa Central tem mais de 100 congregações e cerca de 5.000 membros. Desde que o regime comunista na Hungria terminou em 1989, o interesse por religião cresceu, com cerca de 55 por cento da população agora se identificando como católicos romanos.

Fonte: Notícias adventistas

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