Um artigo publicado hoje no Jornal O Diário do Norte do Paraná, de autoria de Dom Jaime Luiz Coelho traz os mesmos argumentos que o pregador batista C.H Spurgeon desmascarou há 145 anos atrás.

O artigo é intitulado ‘Divisão e Via da Unidade’. É feito com a intenção de enaltecer o ecumenismo e os acordos feitos entre a Igreja Luterana e a Igreja Católica nos últimos anos. Dom Jaime diz:

“O Papa Bento XVI, visitando a comunidade luterana de Roma, convida a todos os cristãos a um testemunho comum, lembrando que ‘o pecado da divisão não impede a via da unidade’. […] Uma situação de pecado, assim definiu o Papa, recordando contudo que a unidade não é obra a ser realizada graças a esforços humanos. É preciso confiar-se ao Senhor, rezando juntos, meditando a Palavra de Deus… olhando todos para os único horizonte de Cristo.

É dentro desta alegria e esperança, diz o Papa, que deveríamos mostrar ao mundo sobretudo isto: não conflitos de todo tipo, mas alegria e gratidão…porque existe uma real unidade, que pode tornar-se cada vez mais profunda […] Devemos rezar um pelos outros… para que o Senhor nos conceda a unidade e ajude o mundo para que creia (João 17:11-26)”.

O artigo de Dom Jaime Luiz Coelho é emocionalmente impactante. Não é uma coisa linda e desejável que os cristãos estejam todos unidos? Mas o pensamento é propositalmente simplificado. Dom Jaime sabe que a unidade que ele está falando, significa o reconhecimento dos protestantes da Soberania da Igreja Católica e a Primazia Papal.

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal William Levada não se utilizou de subterfúgios e declarou abertamente que “O objetivo do ecumenismo é a união com a Igreja Católica”. O Artigo de Dom Jaime Luiz Coelho é cheio de choros:

a) Não estamos fazendo a vontade de Deus estando separados.

b) Cristo deseja a união de todas as Igrejas com Roma.

c) É um pecado a separação dos cristãos e a divergência. Isso impede o mundo de crer no evangelho.

Os argumentos católicos já foram destruídos por C.H Spurgen, famoso pregador batista do século 19. Ele afirma:

Assim falou a velha serpente naqueles dias antigos: “A Igreja é una; ai daqueles que semeiam o cisma! Pode até ser verdade que Maria tenha sido posta no lugar de Cristo, que as imagens são adoradas, que vestimentas e trapos podres são reverenciados, e que o perdão é comprado e vendido para crimes de todo tipo; pode ser que a assim chamada igreja [Católica] tenha se tornado uma abominação e uma moléstia sobre a face da terra; mas ainda assim, ‘ esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz ‘, você deve curvar-se, reprimir o testemunho do Espírito de Deus dentro de você, esconder a Sua verdade sob um alqueire, e deixar a mentira prevalecer.”

“Efésios 4:3 insta para que nos esforcemos em manter a unidade do Espírito, mas não nos diz para manter a unidade do mal, a unidade da superstição, ou a unidade da tirania espiritual.”

Irmãos, não havia nenhuma força no argumento dos Papistas. Efésios 4:3 insta para que nos esforcemos em manter a unidade do Espírito, mas não nos diz para manter a unidade do mal, a unidade da superstição, ou a unidade da tirania espiritual. A unidade do erro, da falsa doutrina, da tirania dos bispos, pode incluir o espírito de Satanás; não temos nenhuma dúvida disso; mas que esta seja a unidade do Espírito de Deus nós negamos veementemente. A unidade do mal nós devemos demolir com todas as armas que nossas mãos puderem agarrar. A unidade do Espírito, a qual devemos manter e nutrir, é outra coisa completamente diferente.

Lembrem-se que somos proibidos de fazer o mal para que venha o bem. Mas conter o testemunho do Espírito de Deus dentro de nós, esconder qualquer verdade que tenhamos aprendido pela revelação de Deus, refrear-nos de testemunhar pela verdade de Deus e da Sua Palavra contra o pecado e a tolice das invenções dos homens, todos estes seriam pecados dos mais imundos. Não ousamos cometer o pecado de extinguir o Espírito Santo, ainda que seja com a intenção de promover a unidade.

Certamente a unidade do Espírito nunca requer algum apoio pecaminoso; ela não é mantida suprimindo a verdade, e sim apregoando-a por toda parte. A unidade do Espírito tem como sustentação, dentre outras coisas, o testemunho de santos espiritualmente iluminados com relação à fé que Deus revelou em Sua Palavra. Aquela unidade, é uma unidade totalmente diferente que amordaçaria nossas bocas e nos transformaria em gado imbecilmente dirigido, para ser alimentado e depois abatido ao bel prazer de mestres sacerdotais.

O Dr. McNeil disse, acertadamente, que dificilmente um homem pode ser um Cristão sério em nossos dias sem ser um controversista. Somos enviados hoje como ovelhas para o meio de lobos. Pode haver acordo? Somos acesos como luminares no meio da escuridão. Poder haver conciliação? Não foi o próprio Cristo que disse, “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada”? Vocês compreendem como esse é o mais verdadeiro método de esforçar-se para manter a unidade do Espírito; porque Cristo o homem de guerra, é Jesus o Pacificador; mas para a criação de paz duradoura, espiritual, as falanges do mal devem ser destruídas, e a unidade das trevas arrojada em tremor.

Há uma unidade que raramente é quebrada: a unidade dos demônios que, sob o serviço do seu grande mestre e senhor, nunca discordam nem disputam. Protege-nos desta terrível unidade, ó Deus dos céus!

Nunca imaginem que a contenda santa seja uma violação de Efésios 4:3. A destruição de todo tipo de unidade que não está baseada na verdade é uma preliminar necessária à edificação da unidade do Espírito.

Clique aqui para ler o artigo completo de C.H Spurgeon.

De fato, como bem descreveu o pregador batista, não é a possivel a unidade com a Igreja Católica, pois as doutrinas dela, não estão baseadas na verdade: na Palavra de Deus e nos ensinamentos de Cristo. Mas são tradições e supertições satânicas. Podemos descrever algumas das doutrinas errôneas: Assunção de Maria, Imortalidade da Alma, Purgatório, Eucaristia (Presença literal de Cristo sobre a Óstia), o Domingo como dia de descanso, santos como co-intercessores etc.

Declaramos sem medo de errar: O sábado é o dia santo de Deus, os mortos não estão vivos antes do dia da Ressurreição (exceto Elias e Enoque que nunca morreram e Moisés que fora ressuscitado), a ceia do Senhor em Pão e Uva é simbólica e não literal, a imortalidade da alma sofrendo no Inferno, ou já estando no Céu antes da Ressurreição do útimo dia é uma mentira poderosa da serpente.

Sábado Sagrado: (Exodo 20:8-11, Lucas 23:56)

Ressurreição e vida nova apenas no último dia (volta de Jesus): João 5:28-29, João 6:39,40,44, I Tessalonicenses 4:14-17).

Ceia do Senhor tem sentido espiritual, não literal (I Coríntios 11:23-26)

Que Deus, o Senhor do Sábado, esclareça as almas que lerem o artigo de Dom Jaime Luiz Coelho e possam ser salvas de enganos doutrinários medievais.

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