
Era “sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:19). Jesus foi capaz de viver uma vida sem pecado, porque Ele dependia de Deus e fez tudo segundo a vontade de Seu Pai. Mesmo sofrendo extrema agonia no Jardim do Getsêmani, Jesus suplicou a Deus: “Meu Pai, se for possível, afasta de Mim este cálice; contudo, não seja como Eu quero, mas sim como Tu queres” (Mt 26:39).
Por meio de Sua vida perfeita e sem pecado, Jesus dá esperança à humanidade de que, confiando nEle, também pode obedecer à lei de Deus. Foi assim que Ele destruiu o argumento milenar de Satanás de que o padrão e as exigências da lei de Deus são mais altos do que qualquer criatura possa alcançar.
Jesus é um exemplo para todos os que O seguem. “Como Filho do homem, deu-nos um exemplo de obediência.”3 Foi por isso que Ele tomou sobre Si a natureza humana e passou por nossas experiências. Trabalhou diligentemente todos os dias entre o povo. Ele verdadeiramente foi um homem entre nós, embora, ao mesmo tempo, tenha sido totalmente divino. Pelo poder de Deus, Ele realizou muito pelos outros. Nem uma só vez usou Seu poder divino para benefício próprio. Foi tentado em tudo, como nós, mas sem pecado (cf. Hb 4:15). Foi a única pessoa sem pecado a viver neste mundo pecaminoso. Sua missão foi demonstrar a nós e a todo o Universo que podemos obedecer aos preceitos de Deus pelo poder do Espírito Santo. Mas não foi só isso.
O inocente Homem foi condenado à cruz por você, por mim e por toda a humanidade. Ele carregou os pecados do mundo (Jo 1:29). Tomou sobre Si os nossos pecados e recebeu o castigo que nós merecíamos (Is 53:5). Morreu por todos os pecadores, independentemente de raça, cultura e nacionalidade. Do mesmo modo que deu a vida aos seres humanos na criação, Jesus deu nova vida para os pecadores na cruz. Qualquer pessoa, em qualquer lugar, recebe a salvação quando aceita Seu sacrifício em seu favor e faz dEle seu Redentor pessoal. Jesus morreu por todos!
Assim que Cristo morreu na cruz, começou nossa nova vida. Quando bradou na cruz: “Está consumado” (Jo 19:30), cumpriu Sua missão terrestre e morreu a segunda morte que todo pecador merece enfrentar. Uma vez que Jesus já morreu a segunda morte em nosso lugar, nós, os redimidos, não precisamos nos preocupar com isso. Agora a humanidade pode desfrutar vida eterna com Cristo.
Jesus, porém, ressurgiu outra vez e a ressurreição de Cristo foi a consumação da Sua vitória sobre o pecado, selando a obra de salvação da humanidade. Jesus conquistou a morte para sempre com Sua morte e ressurreição. Sua ressurreição restaurou a esperança eterna no coração dos Seus discípulos que ficaram tremendamente desanimados com a crucifixão de Seu Mestre. Agora, vendo o Senhor ressurreto, estavam mais convencidos do que nunca antes de que Ele era o Cristo, o Filho do homem e Salvador do mundo. Com essa convicção, saíram e pregaram “a ressurreição do Senhor Jesus” (At 4:33) para o povo.
A ressurreição de Cristo é a certeza da ressurreição dos santos. Ele é nossa vida e ressurreição. Portanto, todo aquele que crer em Cristo viverá, mesmo que morra (Jo 11:25). Quando cremos em Jesus, nós nos tornamo participantes da vitória que Ele conquistou. Assim como Ele ressurgiu, todos os santos também ressurgirão. E assim como Ele vive para sempre, nós também desfrutaremos a vida eterna.
A confiança da graça salvadora de Deus revelada por meio da vida, morte e ressurreição de Cristo é o que motiva Seus seguidores a contar ao mundo as boas-novas do infinito amor de Deus pela humanidade caída. O Salvador chama todos os Seus seguidores para serem Suas “testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1:8), para proclamar a breve vinda de Jesus Cristo. Sim, esse é o sólido fundamento de nossa missão.
2 Norman R. Gulley, Christ Our Substitute (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Assn., 1982), p. 36.
3 Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações , p. 24.
4 Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos , p. 130.

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