Perguntas

* De que TODAS as Igrejas-mãe da cristandade protestante (mas TODAS mesmo) ensinam que os 10 mandamentos seguem sendo normativos aos cristãos em TODOS os seus preceitos, inclusive com o 4º. Preceito (do dia de repouso) tendo-se originado na criação do mundo, sendo a LEI MORAL de Deus que se contrasta com a “cerimonial” e “civil”, estas últimas não mais aplicáveis à Igreja.

* De que grandes eruditos do passado e do presente (mais recentemente Oscar Cullmann, John Stott, Clark Pinnock, Eldon Ladd) contrariaram a crença na imortalidade da alma, identificando-se como holistas. E até Martinho Lutero manifestou-se negando a validade dessa doutrina que é originária do paganismo.

* De que a noção de Miguel ser Jesus Cristo em manifestações anteriores a Sua Encarnação foi defendida por grandes comentaristas bíblicos clássicos, como Matthew Henry, John Gill, Adam Clarke, e outros. João Calvino declarou que sabia que muitos assim entendiam e que não fazia objeção a essa ideia. Aliás, o CACP desonestamente tenta comparar adventistas com testemunhas de Jeová OMITINDO a informação de que os adventistas NÃO NEGAM a Divindade absoluta de Cristo e igualdade com o Pai ao entenderem que Miguel é o Cristo, “comandante dos exércitos celestiais” (Jos. 5:13ss).

* De que os dispensacionalistas que pregam essas teses de “lei abolida” e noções assemelhadas especularam daqui e dali nas Escrituras terminando por definir que 40 anos após a fundação do Estado de Israel, em 1948, dar-se-ia o arrebatamento da Igreja. Um dispensacionalista roxo chamado Hal Lindsey escreveu um livro vendido aos milhões, intitulado A Agonia do Grande Planeta Terra defendendo tal tese, só que o que tivemos em 1988 não foi nenhum arrebatamento da Igreja, e sim um arrebentamento de mais uma profetada nos meios evangélicos.

* Que os Reformadores nada sabiam nem ensinavam sobre essas teses de “arrebatamento secreto”, “deixados para trás” e noções de um estranho Anticristo se surgiria no futuro para perseguir somente os judeus. Tal escatologia israelocêntrica que domina os meios evangélicos originou-se nas teses de um jesuíta chamado Francisco Ribera. A intenção dele foi desviar a atenção do “respeitável público” da figura do Anticristo segundo apontada pelos Reformadores, que lhe parecia muito “desconfortável”.

Nesse caso vemos como o mundo protestante/evangélico caiu literalmente, de modo impressionante, no “conto do vigário”, renegando ao ensino clássico, histórico dos Reformadores (e antes deles, dos valdenses), que é o que ensinam ainda os adventistas do sétimo dia (não os instrutores do CACP e tantos pastores evangélicos por aí. . .

Por Azenilto Brito

3 respostas a “5 Pontos que os Evangélicos não são Informados”

  1. Também sou defensor FEROZ da fé adventista, e fiquei muito feliz em conhecer este site. Parabéns pelo ótimo trabalho.

  2. Sr. Azenilto, sou adventista a 29 anos…

    Primeiro – O sábado que os adventistas ensinam é muito fraco no ponto de vista bíblico, muito frágil. O mesmo sábado, independente de lei, existe no Novo Testamento, entretanto, ele é rejeitado porque mostra que não é necessário lei para defende-lo.

    Segundo – Essa discussão de lei é indevida pois não há abolição e sim substituição. Você sabe o que é uma emenda numa lei? Significa que a lei não é abolida mas sim complementada. Não só lei moral foi substituida pela de Cristo mas também a lei cerimonial; sim, se a cerimonial tivesse sido abolida o que estaria Cristo fazendo no céu? Lembre-se que a lei cerimonial de Moisés é uma cópia e não a original; rasgou-se a cópia para ficar com a original e perfeita. O certo é que na bíbla explica uma substitução de ALIANÇA e não abolição, porque Deus não muda. O que vale mais? o rascunho ou a íntegra? lógico que é a íntegra. A Aliança de Moisés é o racunho e a Aliança de Cristo é a Íntegra. O senhor sabe porque não se estuda isso a fundo? porque são poucos adventistas disposto a fazer mais do que fazem, inclusive mexer no bolso e nos ídolos já que pela Aliança de Cristo é preciso renúncia. As igrejas ficariam vazias, vazias…

    Terceiro – A bíblia é bem clara em afirmar que Cristo não era anjo e em Daniel diz que Miguel é um dos príncipes; se Miguel é um dos príncipes então seriam vários Filho de Deus? A natureza de Cristo nem ao menos foi compreendida ainda. A atual é até blasfêmia já que trasforma Cristo usurpador, mentiroso, incestuoso, etc…

    Se o senhor se ofendeu com algo, peço desculpas; não foi essa a minha intenção.
    Se o senhor quiser todo o embasamento bíblico ficarei feliz em fornece-lo, porém, se quiser apenas um “duelo” com “olhos, ouvidos e coração fechados” não estarei disposto.

    Todo o resto concordo, porque não foge das Escrituras (acredito que a fuga foi sincera).

    Tenha um feliz sábado na companhia do Senhor Jesus Cristo

    Jeferson L.R. – jefe.adri@gmail.com

  3. Jeferson L.R. – As suas palavras estão entre aspas: “Essa discussão de lei é indevida pois não há abolição e sim substituição.”
    Para se fazer substituição, o primeiro preceito precisa ser desvalidado. Lei= preceito ou regra estabelecido por direito. Agora, se uma regra é alterada ou tirada, a lei se quebra. E sabemos que o conjunto de preceitos carnais foram tirados, ou seja, a lei foi tirada e colocada uma que estabelece o propósito puro e perfeito que a primeira não conseguiu alcançar.

    “Você sabe o que é uma emenda numa lei? Significa que a lei não é abolida mas sim complementada. Não só lei moral foi substituida pela de Cristo mas também a lei cerimonial”
    Em nenhum lugar diz que Cristo acrescentou ou tirou alguma coisa da lei. Cristo apenas explicou muitos pontos dela. Por conseguinte, Ele não substituiu a lei moral.

    “Lembre-se que a lei cerimonial de Moisés é uma cópia e não a original”
    Cópia? Cópia é sinônimo de reprodução. A lei carnal apenas prefigurava o que havia de vir.

    “O certo é que na bíbla explica uma substitução de ALIANÇA e não abolição, porque Deus não muda.”
    Leia II Coríntios 3 e Efésios 2:15. Abolir uma lei PROVISÓRIA (Hebreus 7:19; 9:10; 10:1) não é sinônimo de mudança de pensamento ou caráter, mas sim, cumprir o que o caráter da lei requeria (de um dia ela ser abolida).

    Agora, quanto ao Arcanjo Miguel: leia mais o que os artigos da igreja e os escritos originais têm a dizer.

    Obs: Não estou aqui para “pegar no pé” de ninguém. Estou aqui trocando informações com um irmão em Cristo.

    Um grande abraço, Jeferson L.R.

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