
Por Cecilia Luck
Eu era membro de uma igreja Pentecostal durante a minha infância. Minha igreja não era uma dessas igrejas extremas em que podíamos, por exemplo, brincar com cobras, durante o culto. Cheguei a ver pessoas falarem em línguas e “desmaiar no espírito”. E como eu poderia esquecer da crença no arrebatamento secreto? Participei de peças infantis, incluindo uma que me ajudou a aprender a ordem dos Dez Mandamentos. Até hoje eu posso recitá-los. Eu estava também envolvida com o programa do ministério das crianças, conhecido como Os ‘Missionettes’. Meu irmão, Ben, estava envolvido no Royal Rangers, que é parecido com os Desbravadores dos Adventistas do Sétimo Dia. Depois de um tempo, porém, as coisas começaram a ir mal, e por causa de questões relacionadas com a Igreja, quando eu tinha 10 ou 11 anos, minha mãe, seu marido, meu irmão Ben, e eu deixamos a igreja.
Nós se juntamos a Igreja Nazarena do outro lado da cidade, em Tennessee, onde moravamos. Sua membresia era menor que a Igreja Pentecostal, mas todos eram amigáveis. Imediatamente sentíamos que fazíamos parte da família. Quando fiz 13 anos, me tornei um membro do grupo juvenil. Chegamos a ter cerca de 100 adolescentes no grupo. Nos encontrávamos nas noites de quarta feira. Eu achava tudo muito divertido. Fomos para os retiros dos jovens e até teve um final de semana de visita à Chicago. Eu fiz um monte de bons amigos.
Eu tocava clarinete, e durante um tempo me juntei à orquestra da igreja. Eu também cantava no coro. Os relacionamentos na Igreja eram ótimos e eu estava muito envolvida. Mas, em Outubro de 1996, cinco anos depois, tudo mudou quando recebemos uma revista pelo correio.
A revista era da Amazing Facts e falava de uma série de reuniões, apresentadas pelo Pastor Kim Kjaer, que seria realizada em nossa cidade. Não sabíamos que era patrocinado por uma organização Adventista do Sétimo Dia. Eu nem sabia o que era essa igreja antes dessa época. Minha mãe e seu marido pensavam que as reuniões seriam interessantes, então passaram a frequentar.
Mudanças Lentas
A Vida na Faculdade
Uma Experiência de Crescimento na Fé
Toda a minha opinião sobre o adventismo, e o mundo em geral, teve uma positiva alteração na Universidade. Durante o Verão de 2001, trabalhei como um colportora na Flórida. Isto realmente abriu-me como uma pessoa de muitas maneiras. Ajudou-me a relacionar-se com todos os tipos diferentes de pessoas e me permitiu crescer espiritualmente.
Creio, no entanto, que a maior experiência mental, física e espiritual que tive, fui como aluna missionária da Universidade. Durante o ano letivo de 2002-2003, fui para o Egito ensinar Inglês na Universidade União do Nilo, a faculdade Adventista que fica no Cairo. Essa história, foi toda uma experiência em si. Devo dizer que foi incrível poder pela primeira vez experimentar o mundo fora dos livros. Além disso, pude ver como nossa igreja vai além das fronteiras dos Estados Unidos.
Mesmo antes de começar no Egito, visitei a Turquia com o Dr. Hasel e um grupo de alunos. E durante o Verão de 2004, eu, juntamente com outros estudantes de arqueologia, fomos com o Dr. Hasel até Hazor, em Israel, para uma escavação. Acabei crescendo na fé através de minhas importantes experiências arqueológicas.
Eu também adorava ser parte do Departamento de Religião. Tive oportunidade de conhecer todos os meus professores não apenas como professores, mas também como conselheiros e amigos. Todos eles me ajudaram em tudo: de tarefas de casa à problemas pessoais. Eu fui abençoada em ter eles para me ajudar a ser a pessoa que sou agora. Creio que o meu crescimento na igreja e na minha vida espiritual se deu principalmente por causa de meus professores.
Os anos na UAS foram passando rapidamente. Colei Grau em Religião,em Julho de 2005 e após um semestre de ensino na Coréia, eu estava de volta à UAS terminando o curso de Comunicação em Massa. Eu não lamento em ter decidido fazer uma universidade adventista.
Além disso, tanto quanto sei, esta igreja é a única que tem grandes encontros mundiais. Estando em St. Louis em 2005 para a Sessão da Conferência Geral, fiquei encantada com o tamanho e a diversidade da nossa igreja.
Eu nunca percebi como uma revista no correio poderia mudar completamente uma vida. Olhando para trás, ao longo dos últimos 10 anos, estou feliz com todas as esperiências que tenho vivido desde que entrei pra Igreja.
Eu sou abençoada por fazer parte da Igreja Adventista do Sétimo Dia e estou satisfeita pelo fato de Deus ter levado eu e minha família à verdade.
Cecilia Luck retornou recentemente para Collegedale, Tennessee, depois de ensinar inglês por um semestre na Coréia do Sul.
Reportagem da Revista Adventista dos EUA (Dez. 2006).

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