O Leitor ALESSANDRO PITASSE ROBADEY perguntou:
QUANDO UMA PESSOA QUEBRA OS MANDAMENTOS É CORTADO DO ROL DE MENBROS E PARA RETORNAR COMO MEMBRO ELE TEM QUE SE REBATIZAR. ONDE ESTÁ A BASE BÍBLICA PARA ISTO????

RESPOSTA:
O Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia ensina na página 75 e seguintes:
O rebatismo é mencionado especificamente numa só passagem da Bíblia (Atos 19:1-7), onde o apóstolo Paulo o aprova para um grupo de cerca de 12 crentes. O seu batismo anterior tinha sido o de João, que era um batismo de arrependimento. Além do arrependimento, o batismo cristão está associado a uma clara compreensão do evangelho e a uma entrega pessoal ao mesmo, aos ensinos de Jesus e à recepção do Espírito Santo. Com esta compreensão alargada e maior entrega, o seu rebatismo foi aceitável.
Pessoas de Outras Comunidades Cristãs – Com base nas Escrituras, pessoas de outras Comunidades Cristãs que tenham abraçado a mensagem Adventista do Sétimo Dia e que tenham sido previamente baptizadas por imersão, podem pedir o rebatismo. Mas o exemplo de Apolo sugere que o rebaptismo pode não ser exigido. É evidente que o caso de Atos 19 foi especial, já que também se diz que Apolo recebeu o batismo de João (Atos 18:25) e não há registo de que tenha sido rebatizado. Aparentemente, parece que alguns dos apóstolos receberam o batismo de João (João 1:35-40), mas não há registo de subsequentes rebatismos. Tendo como base a aceitação de verdades novas importantes, Ellen G. White apoia o rebatismo, na medida em que o Espírito leve o novo crente a pedi-lo. Isto está de acordo com o padrão adoptado em Atos 19. Pessoas que tenham anteriormente experimentado um batismo de crente, devem avaliar a sua nova experiência religiosa e decidir se desejam ser rebatizadas.
“Este [o rebatismo] é um assunto em que cada indivíduo tem de tomar conscienciosamente a sua decisão no temor de Deus. Este assunto deve ser cuidadosamente apresentado no espírito de brandura e de amor. Depois, o dever de insistir pertence unicamente a Deus; dê-se-Lhe a oportunidade de operar na mente por meio do Seu Espírito Santo, de modo que o indivíduo seja perfeitamente convencido e satisfeito no que respeita a esse importante passo.” – Evangelismo, pág. 373.
Apostasia e Rebatismo – Embora a apostasia tenha existido claramente na igreja apostólica (ver Heb. 6:4-6), as Escrituras não abordam o tema do rebatismo. Ellen G. White apoia o rebatismo no caso de os membros terem caído em apostasia e vivido de tal forma que a fé e os princípios da Igreja foram publicamente violados. Nesse caso devem, se houver reconversão e pedido de readmissão como membros, entrar na Igreja como ao princípio, através do baptismo. (Ver págs. 253, 262.)
“O Senhor requer decidida reforma. E quando uma alma está verdadeiramente reconvertida, seja ela rebatizada. Renove ela o seu concerto com Deus, e Deus renovará o Seu concerto com ela.” – Evangelismo, pág. 375.
Aquilo a que aqui se faz referência, claramente, não é à repetição contínua de um reavivamento espiritual na experiência do crente, mas a uma mudança radical de vida.
Rebatismo impróprio – Tendo como base o ensino bíblico e a orientação de Ellen G. White, o rebatismo deve acontecer apenas em circunstâncias especiais e deve ser relativamente raro. Administrá-lo repetidamente, ou com base em emoções, deprecia o significado do batismo e representa uma compreensão errada da gravidade e do significado que as Escrituras lhe atribuem. Um membro de igreja cuja experiência espiritual se tenha tornado fria, necessita de um espírito de arrependimento que leve ao reavivamento e à reforma. Essa experiência deve ser seguida da participação nas ordenanças do lava-pés e da Santa Ceia, como demonstração de uma nova purificação e envolvimento no corpo de Cristo. Logo, o rebatismo não é necessário.
Corretamente aplicado, o batismo torna-se a avenida de entrada na Igreja. O baptismo é, fundamentalmente, a prova da entrada numa aliança salvadora com Cristo, que deve ser permanente, e deve ser tratado como uma solene e alegre recepção na família de Deus.
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Observação: Como o manual da Igreja deixa transparecer, as escrituras não abordam o tema do rebatismo [apenas na passagem de exceção de Atos 19], que é uma decisão pessoal do crente. Se ele já foi batizado anteriormente em outra Igreja pode negar o rebatismo. Na prática isso não ocorre pois a pessoa fica maravilhada com as descobertas das novas verdades e querem ter um rito de passagem. O batismo possui uma importância sentimental e psicológica. Deus está ciente disso e por isso mesmo instituiu o batismo.
Em relação a ex-adventistas o manual apóia o rebatismo quando estas pessoas VIOLARAM PUBLICAMENTE os mandamentos de Deus. O rebatismo é para mostrar a seus conhecidos e não conhecidos o novo compromisso com Deus. Isso evita os comentários depreciativos, as fofocas e principalmente que o nome da Instituição seja manchado, porque a pessoa como indivíduo é responsável por si próprio e não a especificamente a Igreja. Também neste caso existe uma importância psicológica para a pessoa que está sendo rebatizada. Muitos não se sentiriam bem (de voltar a frequentar a Igreja) sem este rito de passagem.
O Manual também afirma que o rebatismo deve acontecer apenas em circunstâncias especiais e deve ser relativamente raro. Administrá-lo repetidamente, ou com base em emoções, deprecia o significado do batismo.
O Manual da Igreja é bastante equilibrado a respeito. A Biblia descreve um tempo que existia uma única Igreja. Não descreve casos de uma pessoa passando de uma igreja para outra e nem de ex-crentes retornando ao grupo. O Espírito Santo guiou a IASD a ter uma posição clara sobre o tema: ninguem é obrigado a ser rebatizado.

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