Um leitor nos escreveu:

Tenho esperança na ressurreição disso não tenho dúvida, mas não entendo a parabola de lázaro e do rico que fala da vida após a morte, pos o rico pede para se comunicarcom os parentes e alertar do sofrimento, do ladrão ao lado de Cristo que estaria com ele naquele dia no paraiso etc…

RESPOSTA:

parabola-do-rico-e-lazaro

1- Parábolas são estórias de ficção.

A Bíblia Sagrada traz mais de 21 passagens que afirmam que a morte é um sono. No entanto muitos religiosos ficam ao lado da parábola do rico e do Lázaro (Lucas 16:13-31) pelo qual consideram uma história verdadeira, na qual haveria vida espiritual após a morte (sem ressurreição)

Não percebem o absurdo disso!!

Parábolas são estórias de ficção. Não houve uma mulher especifica que perdeu uma moeda (Lucas 15:8), um cara não vendeu todos os seus bens para comprar a pérola de grande valor, (Mateus 13:46) não houve um filho pródigo que foi embora e comeu comida de porcos, (Lucas 15:16) não houve um Senhor Justo que executou os servos na sua presença (Lucas 19:27) pois ele seria assassino, não houve um administrador infiel elogiado pelo seu Senhor (Lucas 16:8).

Parábolas são estórias de ficção que remetem seus ouvintes a verdades ocultas. Na parábola da candeia não existe alguém que coloca ela debaixo do alqueire (Lucas 11:33). Não é disso que a parábola está falando!

Por exemplo: A Parábola da Pérola

MT 13:46: E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a.

Jesus está comparando esta estória fictícia ao fato de termos que nos esforçarmos para entrarmos no reino de Deus. Ninguém em sã consciência vai vender todos os seus bens para comprar uma pérola, mas pode ser que alguém faça isso para entrar no reino de Deus. Pode ser que alguém desista de tudo desta vida (os bens vendidos na parábola) e seus maiores sonhos (tenho uma amiga que desistiu de ser modelo) para entrar no reino.

Vejamos a parábola do semeador (Mateus 13:1-9). Este semeador nunca existiu. Ele não existe! É uma história de ficção! A explicação da parábola vem logo em seguida (versos 10-23) e não tem nada haver com a falência ou a riqueza do pobre semeador que teria perdido parte das sementes sufocadas pelos espinhos, o solo inapropriado e as aves.

E será que existe alguém que se casou e mandou convidar mendigos, pobres, aleijados e andarilhos imundos pra sua festa? (Luc 14:15-24) Não, esta pessoa não existe. Esta parábola não é uma noticia de jornal. Ela quer passar o ensino espiritual de que o evangelho é levado aos Reis, Sacerdotes e a Classe Alta, que poderiam aceitar e usar seus recursos financeiros para evangelizar o mundo. Como eles recusam, os pobres entrarão no Reino [pois aceitam mais fácil], enquanto as pessoas ‘importantes’ deste mundo, ficarão de fora.

Vamos ver o significado da palavra Parábola?

Dicionário Houaiss

PARÁBOLA
Acepções
■ substantivo feminino
1 narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta, por meio de comparação ou analogia
1.1 narrativa alegórica que encerra um preceito religioso ou moral, esp. as encontradas nos Evangelhos
Ex.: a p. do filho pródigo

Vamos ver o significado de alegoria

ALEGORIA
Acepções
■ substantivo feminino
modo de expressão ou interpretação us. no âmbito artístico e intelectual, que consiste em representar pensamentos, idéias, qualidades sob forma figurada e em que cada elemento funciona como disfarce dos elementos da idéia representada.

Como o próprio dicionário atesta, parábolas são estorinhas de ficção. Um exemplo de parábola extra bíblica é a estória da Lebre e da Tartaruga que visa ensinar as crianças lições morais.

2- O significado da Parábola

Antes de iniciar a parábola, Jesus estava falando que não podemos servir a Deus ou a Mamon, o deus das riquesas. Os fariseus zombavam dele:

(Lucas 16:13-14) – Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. E os fariseus, que eram avarentos, ouviam todas estas coisas, e zombavam dele.

A Parábola foi dita como repreensão a sua avareza. Os livros do antigo testamento exigem ajuda aos pobres e necessitados. Jesus ensina que se não escutarem estes livros (Moisés – 5 primeiros e os Profetas – vários livros) estarão perdidos:

(Lucas 16:29 e 31) – Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

Sendo assim, o significado espiritual desta estória de ficção é que os avarentos e aqueles que não ouvem Moisés e os Profetas, não entrarão no Reino.

Para entender a questão do ladrão na cruz clique aqui

9 respostas a “Entenda a Parábola do Rico e do Lázaro”

  1. […] Como Elias NUNCA morreu, desceu do Céu para conversar com Jesus no Monte da Transfiguração. Saiba aqui também sobre Moisés. Entenda a parábola do rico e do lázaro. […]

  2. O versiculo esta errado, não e o 13 e sim o 19.

  3. Sendo assim, o significado espiritual desta estória de ficção é que os avarentos e aqueles que não ouvem Moisés e os Profetas, não entrarão no Reino.
    Ele esta falando da velha aliança pois jesus cumpria as leis dada a moisés que fora dada pelo propio Deus, não da nova aliança feita na ccruz do calvario, pois o novo testamento cumpriu as promessas do antigo feito por Deus pois os herdeiros so desfrutarão as promessas do legislador após a sua morte, por isso o verbo se fez carne e abitou entre nos, morreu e ressucitou e esta a direita do pai.

  4. É curioso que Jesus tenha dado nomes a personagens, e focalizado situações específicas envolvendo-os no contexto de cada ocorrência, como no caso da narrativa de um fato, e não necessariamente de conto fictício! Como acontece no caso das parábolas propriamente ditas.Jesus menciona um Lázaro (realidade que os adventistas já distorceram); No além, o rico conscientemente se refere a 5(cinco) irmãos vivos,detalhe este que os adventistas tambem não elucidam a contento, bem como a menção que Ele faz à suficiência da Sua Palavra em salvar um pecador antes da morte. Desta feita, o apelo do rico condenado em solicitar outro recurso para salvar seus irmãos foi negado por Jesus. Na verdade, Jesus serviu-se de Sua Onisciência para nos reportar uma realidade vigente! Ou seja, esta narrativa refere-se ao estado pós morte relacionado a todas as pessoas, que deverão estar de um lado ou de outro (trevas ou luz) ao partirem desta vida. No momento que o Senhor proferiu esta narrativa, esses homens já estavam do outro lado!

  5. Há outros detalhes relacionados a este texto que sustentam a veracidade da sobrevivência da alma após a morte física. Por exemplo: os verbos e os adjetivos empregados nesta narrativa fala de uma ocorrência real. O rico mal-aventurado declara em alto e bom a situação incontornável em que se encontra (eu estou em tormento!). Depois, reconhece o perigo que os irmão vivos correm ao viverem uma vida longe de Deus.E quanto a isso, também declara, utilizando com evidência o pronome plural “eles”. E implora ao Senhor, numa verbalização adjetiva de desespero total dizendo: “…para que eles não venham pra este lugar de tormento! Ora, é mencionado aqui, inclusive a impossibilidade do retorno dos mortos para beneficiar alguem. A narrativa termina com uma verdadeira declaração doutrinária ao citar a única maneira de escapara da condenação pós morte. Se não acreditarem nas escrituras, não serão convencidos a i n d a que os mortos ressuscitem! Nada foi dito sobre o estado de inconsciência dos mortos, porque isso não é verdade. Se assim fora, certamente o rico seria informado ali que os mortos estão “dormindo”, quando ele próprio já estava certo que não dormia. Outro detalhe importante que os adventistas esquecem é que, a alma não pertence ao bojo das leis físicas, e por isso não pode ser manietada pelas tais. A morte física só tem poder sobre o corpo físico. Daí a razão da segunda morte, que é a do nível eterno, esta sim, tem o poder de confinar a alma humana numa penalidade sem fim. E o termo “dormir” nada tem haver com o nosso sono numa boa cama, enfim. Este sono que a Bíblia se refere é a própria vista da ótica de Deus, uma vez que pra Ele a morte nada significa. Quando disse aos discípulos que Lázaro estava dormindo, eles se surpreenderam: “ora se dorme, então está bem!”, e Jesus então declarou que ele estava morto, entendendo que o sono pra nós é dormir mesmo, enquanto vivos! Eu imagino Jesus corrigindo o termo assim: “Ah, ele está dormindo pra mim, mas pra voces, ele realmente está morto, ou seja, somente desligado do convívio da vida física. Outro detalhe é que pecadores, e aí vai: pedófilos, estupradores, latrocidas, genocidas! vão curtir um sono, ou seja descansar?! Será se Deus disponibiliza um tempo pra essa gente dormir , e depois acordar para receber a sentença? Ora, faça-me o favor…Eu lamento dizer que os srs estão perdendo tempo, tentando construir uma exegese que venha a convencer a comunidade evangélica sobre esta idéia insustentável do estado de inconsciência da alma. Seus argumentos jamais resistirão um confronto com as Escrituras Sagradas.

  6. Se a morte física já põe termo a alma, pergunta-se: para que Deus iria trazer de volta uma pessoa de um lugar, ou de uma situação que já a condenou? Sim, porque se alma morre, ou “dorme” junto com o corpo, automaticamente já recebera sua sentença, uma vez que sua existência já foi banida?! Isto é, já fora aprisionada no bojo da morte física! Parece que… seria o mesmo que transferir um condenado da prisão perpétua para uma pena capital! Qual seria a razão de uma atitude assim? Mas a realidade da morte física em relação a alma não é esta. Exatamente por isso que vai ocorrer a ressurreição, ou seja, o retorno da condição da morte física para o julgamento definitivo, d’onde há de vir a sentença final; a justa retribuição à impiedade grata. A morte é um fato incontestável sobre e entre nós, os mortais. Declarar que alguem morreu, significa dizer que tal pessoa não existe mais em nosso meio; sua presença foi suprimida, isto é, está impedida de aparecer, não porque possa reaparecer entre nós depois de morta, e Deus não permite, negativo. É que não há possibilidade de se apresentar como “fantasma”, porque esta pessoa está de fato morta pra este mundo! Agora, se a alma morre junto com o corpo por ocasião da morte física, para que Deus tornaria a trazê-a de volta à vida? Pra matá-la novamente? Eu penso que é porque a morte física não promoveu nenhum tipo de penalidade à alma, como afligiu mortalmente o corpo, arrastando-o para o estado de decomposição orgânica! Já a alma do pecador impenitente, aquele que resistiu a verdade do evangelho durante sua vida física, deverá seguir para o além, consciente das obras que praticou; das maldades que promoveu, enfim. A penalidade imposta ao pecador reticente certamente já começa a se desdobrar na vida além-tumulo. É o exame de consciência que o pecador se recusou a fazer em vida. A narrativa do rico e Lázaro fundamenta muito bem esse entendimento. Para que a mesma seja refutada, se carece contestar a redação do texto sagrado, que é exatamente o que fazem os discordantes. Para isso, eles desconstroem a exegese que é intrínsica no texto, para poder construir um outro cabedal de uma estranha hermenêutica que tripudia sobre a idéia inicial e predominante da essência doutrinária sobre a imortalidade da alma.

  7. Antonio, os santos ressuscitam para reinar com Cristo por mil anos e os impios para morrerem após a execução da sentença:

    SANTOS:
    e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.
    Apocalipse 20:4

    IMPIOS

    Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
    Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.
    E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
    E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.
    E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.
    Apocalipse 20:5-9

  8. Eu vejo que os srs esqueceram (esqueceram?) de postar a redação do v.4: “… e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus…” Ele não disse que viu pessoas. Ele declara que viu a l m a s, ou seja, é uma clara demonstração da sobrevivência da mesma no além. João contemplou o estado, por assim dizer “não ressuscitado” dessas pessoas. Isto é, ele visualizou a alma na sua condição de desencarnada; desligada do corpo físico, por ocasião da morte física! Ora, seria uma vacância estupidamente concebida, preconizarmos que alguma entidade superior e transcendente associada a este engenho místico e espetacular, que é o ser humano – não permaneça após a morte do corpo! É,vamos ficar por aqui mesmo. Muito se teria que dizer sobre a teologia dos corpos, e da glória destes. Muito teríamos para elucidar sobre a polêmica que se faz sobre o termo “alma”, uma vez que em algumas passagens bíblicas ela tem o significado de “pessoas”, ao passo que em outros textos, ela significa alma mesmo, com a evidente declaração de tratar-se de um ente distinto da mecânica do corpo físico! Fica aqui o meu reconhecimento pela grande contribuição que o srs adventistas prestam a sociedade no campo da ciência médica e nutricional, enfim. Todavia, estou convencido de que a Palavra de Deus discorda plenamente do posicionamento doutrinário que os srs sustentam e divulgam com relação a imortalidade da alma, e a obstinada fixação na guarda do sábado, seguindo os moldes do judaísmo farisaico. Grato pela atenção.

  9. interessante o ponto de vista dos irmãos. mas creio que DEUs tenha dito “a alma que pecar esta morrerá”. ezequiel 18 v4. creio que devamos observar que no principio ao nosso criador estender a orientação a Adão gen. 2 v17 disse: porque no dia em que dela comerdes certamente morrerá. A biblia claramente diz que há a morte. e segundo gen. 2 v7 “formou pois o Senhor do pó da terra o homem, e soprou-lhe nas narinas o folego de vida e o homem passou a ser alma vivente.” sendo aí o detalhamento da nossa criação e nao mais em outro lugar descrito, vejo que somos uma alma e nao temos uma alma (corpo(pó da terra) + sopro (folego de vida) = alma vivente. tendo adão pecado passou a morrer (pra encurtar a historia). Queridos foi o Eterno quem disse que alma morre, por outro lado satanás disse a mulher: gen. 3 v4 “é certo que não morrereis”. então nao deis credito a imortalidade da alma, pervertendo assim a verdade dita pelo Eterno (certamente morrerás). nao podemos falar em alma e fugir da nossa criação, pois não há outro detalhamento de nossa criação, assim foi e assim é. Cristo purificará a terra, devolvendo àqueles que fizeram a paz com o universo um mundo incorruptivel, esse é o convite. a desobediencia (desordem) que é o pecado não pode reinar para sempre, isso tudo tem existido para que contemplassemos os frutos da desobediencia, a fim de que olhemos e possamos ver o resultado de uma vida sem Deus como Senhor. daí o porque de os mortos reviverem quando a cidade santa e o povo salvo retornarem. mas Ele nao guarda ninguem em uma caixinha de sofrimentos até que receba a punição final. ora, se ele diz ser “Amor” 1 joao 4 v8 como pode o amor realizar tamanha crueldade. seria ele mais cruel que o proprio Hitler. pois, se os salvos por ele mortos irao reviver pra que entao ser cruel e ficar torturando alguem por tanto tempo? essa afirmação distorce o carater do Eterno que é amor.

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