a) Perfeição é “estar em Cristo”! Quando estamos ‘em Cristo’, não apenas legal mas também subjetivamente, aceitando a Jesus como Salvador pessoal, Deus Pai nos credita o caráter perfeito, a obediência perfeita de Seu Filho. Nesse sentido, “estais perfeitos ‘nEle’”. (Col. 2.10).

E todo aquele que – após ter aceitado a Jesus – mantém sua consciência limpa, por ter-Lhe pedido perdão de seus pecados, continua sendo perfeito ‘ nEle’. Amém?

b) Perfeição é o amadurecimento do caráter cristão; é o resultado da obediência a Cristo pela fé; é o resultado final da Justiça de Cristo pela Fé. Em Apoc. 14.15, relata-se que ‘já a seara da terra amadureceu’ – está pronta para a colheita – i. é, finalmente, o povo de Deus, os cristãos, estarão refletindo perfeitamente o caráter de Jesus.

Entende-se impecabilidade como um caráter sem pecado e isso é possível sempre que escolhermos não pecar. Um cristão maduro é aquele que, independentemente da circunstância em que se encontrar, já não escolhe mais pecar. Sempre opta por não se rebelar, e a Palavra lhe confere todas as vitórias.

c) Perfeição é ‘ sair de Babilônia’ (Apoc. 18.4). “Agora volvamo-nos ao estudo do que significa sair de Babilônia. Todos sabem agora que sair de Babilônia é sair do mundo e separar-se de Babilônia é separar-se do mundo. … Mas o homem, que está ligado a si mesmo, está ligado ao mundo, e o mundo é Babilônia. Vocês separaram-se do pecado, separaram-se deste mundo, para estar fora de Babilônia.

‘Tendo forma de piedade, negando, porém, o seu poder’ [2 Tim. 3.5] é simplesmente outra expressão que descreve Babilônia e sua condição nos últimos dias.

“Sendo assim, se eu … tenho a forma de piedade sem o poder: pertenço a Babilônia; não importa como me intitule a mim próprio, sou um babilônico; tenho sobre mim uma capa babilônica. Trago Babilônia para a igreja onde quer que eu vá. … Assim, sendo que devo fugir de mim mesmo, onde fica Babilônia? Onde fica o mundo? Inteiramente no eu.”

Vemos, assim, que não basta estar pertencendo a uma denominação religiosa, a uma igreja, para se ter saído de Babilônia. Só se ‘ sai dela’ quando se obtém completa vitória sobre o ego, sobre os defeitos de caráter e as tentações pela fé no poder da Palavra, ao citá-la. ‘Retirai-vos dela, povo Meu.’ (Apoc. 18.4).

A prova de que ‘ temos a verdade’ não está na apresentação de um rol de doutrinas, ainda que sólida e verdadeiramente bíblicas e, sim, em termos a Cristo vivendo Sua vida vitoriosa em nós, é em estarmos tendo sucesso em vencer o ego! Cuidado com o formalismo!

d) Perfeição é uma realização de Cristo, não do homem. Não se trata do que o homem pode fazer apenas por seu esforço próprio, mas sim, do que Deus prometeu e realiza em nós, quando consentimos e colaboramos, com todo o nosso empenho.

Para se obter a verdadeira vitória sobre o nosso ego, o esforço humano e a onipotência divina devem estar combinados, assim como o cloro e o sódio, para produzir o sal de cozinha.

“Sendo isso assim, abandonemos, então, para sempre, toda idéia de que perfeição é algo que devemos lograr por nós mesmos. Deus a espera e fez provisões para isso. Para isso é que fomos criados.

“O único objetivo de nossa existência é sermos exatamente isto: perfeitos com a perfeição de Deus, o Seu caráter. Não devemos ter um caráter semelhante ao dEle; o Seu caráter em si deve ser o nosso. E somente essa é a perfeição cristã.”

e) Perfeição é um ideal. Por definição, ideal é um objetivo, do qual podemos nos aproximar mais e mais, facultando contínuo progresso na semelhança com o Modelo divino, mas que sempre estará numa posição inatingível, muito acima da posição em que nos encontrarmos.

Paulo o expressou assim: “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, para ver se poderei alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus. Pelo que todos quantos somos perfeitos tenhamos este sentimento.” (Filip. 3.12-15). Paulo estava inconsciente da posição que, pela graça, alcançara.

Ainda durante toda a eternidade, haverá contínuo e inesgotável crescimento rumo à perfeição, pois essa escada sempre terá mais um degrau, anteriormente desconhecido.

Está o Senhor aguardando a perfeição?

Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum. Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? … Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e, sim, da graça.” (Rom. 6.1-14).
“Conservai-vos longe de toda a aparência do mal. E Ele próprio, o Deus da paz, vos santifique até à perfeição, e que todo o vosso ser, o espírito, a alma e o corpo, se conserve irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. É fiel Aquele que vos chama e realizará as Suas promessas.” (1 Tess. 5.22.24 – Edições Paulinas, 1967).

“Aquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante de Sua glória sem mácula e com grande alegria.” (Judas 24).

“A vós também, que noutro tempo, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora, contudo, vos reconciliou no corpo da Sua carne, pela morte, para, perante Ele, vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis.” (Col. 1.19-22).

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nEle, antes da fundação do mundo para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor.” (Efésios 1.3-4).

“Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como Ele é puro. … “Todo aquele que permanece nEle não vive pecando; todo aquele que vive pecando não O viu, nem O conheceu … Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio… Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nEle é a divina Semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1 João 3.2-9).

“Por isso digo: Vivam pelo Espírito [i. é, citem a Palavra na hora da tentação], e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.” (Gálatas 5.16).

CONCLUSÃO:
Não devemos supor que os maus hábitos e pecados sejam poderosos demais para Deus. Demonstraríamos isso, ao aceitar que é impossível subjugá-los pela fé.
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