Jesus disse: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim.” (João 12.32). Ele estava Se referindo ao fato que os próprios anjos bons ainda mantinham certo grau de simpatia por Lúcifer; mas, na cruz, o caráter perverso dele se revelaria mais claramente, ao ponto de os anjos bons expulsarem Satanás de seus corações.
Os anjos bons também não tinham uma perfeita compreensão de todos os aspectos do pecado. Tinham um entendimento imperfeito. E perfeição também nunca é igual-dade com Cristo, porque nós cedemos às nossas hereditárias tendências ao mal, mas Ele nunca cedeu a elas.
b) Não se trata de perfeição da natureza física. Nosso físico continuará a se enfraquecer, a se deteriorar. Nossa memória, a falhar. As fraquezas físicas, mentais, doenças e enfermidades continuarão a existir.
Nunca precisarei, portanto, incomodar-me com a minha reputação, i. é, com ‘o que vão pensar de mim’. Na realidade, sou – e serei – bem pior do que o pior exagero ou que a mais desarrazoada avaliação negativa a meu respeito. Se alguém vir alguma boa atitude em mim, será apenas uma manifestação de Cristo em mim e nunca devido a que o meu ego – minha natureza humana – tivesse melhorado: ‘Se vós que sois maus …’ (Mat. 7.11). Poder-se-á ver o bem de Cristo em mim, mas nunca em meu próprio ego, pois nele nada de bom existe! “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne não habita bem nenhum.” (Rom. 7.18).
“Os homens não são salvos por serem inteiramente libertos da carne; mas por receberem o poder para vencer, e dominar sobre todas as más tendências e sobre todos os desejos carnais. Os homens não desenvolvem o caráter – de fato, nunca poderiam fazê-lo – por serem libertos do reino da tentação; mas, por receberem poder, no campo da tentação exatamente onde estão, para vencerem toda tentação.
“Se os homens devessem ser salvos por se libertarem inteiramente da carne tal como ela é, então Jesus nunca precisaria ter vindo ao mundo. Se os homens devessem ser salvos por serem libertados de toda tentação, e colocados num ambiente isento de tentação, então Jesus não precisaria ter vindo ao mundo. Mas nunca, por qualquer tipo de libertação como essa, poderia o homem ter desenvolvido o caráter.”48
e )Não se trata de atingir um ponto, além do qual não haverá mais aperfeiçoamento. Nem onde já não haveria mais possibilidade de cair, onde estaríamos fora do alcance da tentação. Ninguém – que Deus considera perfeito – sentirá que é perfeito, porque quanto mais próximos estivermos de Jesus, mais nitidamente manifestas nos serão as nossas imperfeições e pecaminosidade; veremos, em nós, outros defeitos insuspeitáveis e estaremos menos cientes de estarmos correspondendo aos Seus anseios.
f) Não se trata de uma realização humana: o homem esforçando-se e atingindo a perfeição ou, em outras palavras, tentando vencer as tentações SEM CITAR A PALAVRA! Seria legalismo! Seria a ‘ justiça pela lei’ [‘obras da lei’], ‘ justiça própria’, condenada também em Romanos 9.31-10.4, etc.
“Todas as formas de ‘salvação pelas obras’: seja salvação pelo estudo da Bíblia, salvação pela oração, ou salvação por falar em línguas, são uma negação da salvação pela graça mediante a fé no Salvador Jesus Cristo vivo.”
Deveríamos compreender que, a correta tradução de Eclesiastes 7.20 é: ‘ não há [por si próprio!] homem justo sobre a terra, que faça o bem [por suas próprias forças!] e que não esteja sujeito a pecar’. Na maioria das traduções consta: ‘ e que não peque’; porém nisso se equivocaram os tradutores, segundo Adam Clarke. E também que Ecl. 7.11, 15 e 16 não são afirmações de Deus, mas apenas ditos mundanos, combatidos em seguida.

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